quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Projeto "Rio - O Estado da Bicicleta" atrai especialistas holandeses


Foi dado o primeiro passo para a implantação do projeto "Rio de Janeiro - O Estado da Bicicleta". O secretário de Transportes, Julio Lopes, e o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, assinaram, nesta sexta-feira (23), um termo de cooperação com a ONG holandesa Interface for Cycling Expertise (I-CE), consultora na área de logística, infra-estrutura e treinamento para uso da bicicleta como meio de transporte urbano.
- No Brasil, o Estado do Rio de Janeiro é o primeiro a investir na bicicleta como meio de transporte urbano e não somente como lazer. O usuário vai utilizar a bicicleta no primeiro trecho da sua viagem, encurtando o tempo que leva para chegar aos outros modais e ainda economiza no bolso - explicou Julio Lopes.
O uso da bicicleta na cidade de Niterói poderá ser uma solução para o trânsito nas principais vias de acesso à cidade, como a Niterói-Manilha e a Alameda São Boa Ventura. Entusiasmado com o projeto, o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, vai estudar o projeto para avaliar quais os primeiros locais que poderão receber as ciclovias e bicicletários.
- Fiquei muito interessado nos benefícios que a cultura da bicicleta traz para a vida da cidade. Vou fazer uma análise técnica para escolher áreas-piloto que servirão de experiência e, com o aumento da demanda, ampliar por toda a cidade - analisou.
No Rio já começaram os trabalhos técnicos. Nesta quinta-feira (22), os representantes da ONG I-CE visitaram as estações de trem e metrô da Pavuna e encontraram bons terrenos para a construção de bicicletários. Aquele que for usuário do metrô poderá guardar sua bicicleta de graça e com segurança, afirmou o gerente de Projetos Especiais do Metrô, Eli Canetti. As estações de Inhaúma e Cantagalo também ganharão bicicletários nesta fase de experimentação.
E quem vai de trem também pode ficar despreocupado. A Supervia é parceira da secretaria neste projeto e incentiva a construção de bicicletários em seus terminais. No município de Duque de Caxias, por exemplo, foi dado o sinal verde nas estações de Saracuruna, Gramacho, Imbariê, Parada Angélica, Campos Elísios e Jardim Primavera que, juntas, recebem, em média, 22 mil pessoas por dia.
De acordo com o secretario, a construção de bicicletários nas estações de trem, metrô, ônibus e barcas, ajudará o cidadão a chegar mais cedo ao seu destino, já que, geralmente, esses terminais estão a três ou quatro quilômetros de distância de suas casas. Além disso, pedalar é um hábito saudável e ecologicamente correto, afirma.
- Essa é uma tendência mundial. Em cidades como Paris, Lyon, Londres, Amsterdã e Berlim, a população já desenvolveu o hábito de usar a bicicleta em deslocamentos curtos. A convivência com os outros meios de transporte é tanta que os ciclistas circulam nas faixas exclusivas para ônibus. É mais barato, não polui e ainda emagrece, ressalta Lopes.
A ONG I-CE, fundada na Holanda em 1996, oferece consultaria no planejamento de programas cicloviários em países em desenvolvimento, como África do Sul, Índia, Colômbia, Gana, Kenia e Sri Lanka, entre outros. A empresa desenvolve os trajetos das ciclovias, os planos de integração com os meios de transportes convencionais, avalia os melhores locais para instalação de bicicletários, fornece treinamentos para políticas de educação no trânsito, entre outros serviços.
Os holandeses podem ser considerados um dos povos que mais utilizam a bicicleta como meio de transporte em suas rotinas. Segundo o consultor da I-CE, Tom Godefrooij, 27% de toda a população utiliza a bicicleta em algum momento do seu deslocamento diário e em grandes cidades como Amsterdã e Delft, a bicicleta chega a ser, depois do carro, o segundo veículo mais utilizado por 40% dos habitantes.

Fonte: http://www.sectran.rj.gov.br/noticia_20.html

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