
Projeto: Esboço da obra da Beira Rio mostra mostra as novidades que a prefeitura vai apresentar no local.
Além de Volta Redonda, outras cidades da Região desenvolvem projetos semelhantes
Matéria publicada no jornal Diário do Vale em 27/01/08, coluna "Cidades", por Júlio Amaral.
Incentivo ao uso das bicicletas
Cidades da região desenvolvem projetos de ciclovias; Volta Redonda recebe investimento de R$ 2 milhões
Com o objetivo de reduzir o tráfego de veículos nas ruas das cidades, a emissão de poluentes e também incentivar a população na prática de esportes, através do ciclismo, algumas cidades da região estão desenvolvendo projetos para implantação de ciclovias em seus municípios. Em Volta Redonda, a bicicleta faz parte da história e da formação da cidade desde a sua origem, pois os primeiros trabalhadores que construíram a Companhia Siderúrgica Nacional e os primeiros funcionários da companhia sempre utilizaram a bicicleta como meio de transporte. Muitos utilizam até hoje e a proposta do governo estadual e da prefeitura é que esse número aumente nos próximos anos.Apesar do grande número de ciclistas na cidade - atualmente são 25 mil bicicletas - Volta Redonda só foi ter uma grande ciclovia na década de 80, com a construção da ciclovia da Beira-Rio, na Avenida Adalberto Nunes, com cerca de cinco quilômetros de extensão. Atualmente Volta Redonda possui oito quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em todo o município.Segundo a diretora Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU) de Volta Redonda, Maria Teresa Homem da Costa, a idéia de um sistema cicloviário na cidade é antiga, mas foi criando forma no governo do prefeito Gotardo Netto (PMDB). O plano foi incorporado ao projeto “Rio, Estado da Bicicleta”, criado pelo secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, com o objetivo de incentivar os municípios a implantarem ciclovias e bicicletários.Segundo Júlio Lopes, o projeto pretende criar uma nova cultura de transportes, despertar consciência ambiental, cidadania e qualidade de vida.- Queremos que a bicicleta, mais que um veículo, se torne parte dos equipamentos urbanos, contribuindo para melhorar a vida de todos. Em trechos de rodovias estaduais onde a bicicleta já é usada habitualmente, vamos construir ciclovias. Já planejamos ciclovias entre Cabo Frio e Búzios, Rio das Ostras e Macaé, Niterói e Itaboraí e nos trechos mais povoados ao longo dos 70 quilômetros do Arco Metropolitano. Serão construídas também ciclovias às margens dos rios, urbanizando trechos abandonados e transformando-os em ecovias - detalhou.Em Volta Redonda, o projeto de ciclovias está sendo desenvolvido pela prefeitura em parceria com o governo de estado através do IPPU e a Suser (Superintendência dos serviços Rodoviários). Segundo Maria Teresa, o Estado disponibilizou R$ 2 milhões para a obra da ciclovia em Volta Redonda, através de recursos do ministério das cidades e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A prefeitura vai arcar com 20% dos custos da obra.50 quilômetros de cicloviaDe acordo com a arquiteta Lúcia Ferreira, responsável pelo projeto, a ciclovia de Volta Redonda terá uma extensão de 50 quilômetros e vai fazer o anel cicloviário da CSN, com eixos interligando alguns bairros da cidade como Jardim Belvedere, Casa de Pedra e Siderópolis, na região sul da cidade, e Santo Agostinho, São Luiz e Santa Rita do Zarur, na região norte. Segundo Lúcia, alguns trechos já existem e serão reformados, como o trecho de Santa Cruz a Voldac e a pista de ciclismo da Beira Rio, que será toda reformada.No projeto está previsto ainda a instalação de semáforos em alguns trechos, criação de passarelas e paraciclos, com a função de estacionar a bicicleta.Para o diretor da Suser Marco Antônio dos Reis, a ciclovia será um grande incentivo para que os motoristas deixem o carro em casa e utilizem mais a bicicleta como meio de transporte para o trabalho e outros afazeres. “Nossa esperança é que, com a ciclovia em funcionamento, os ciclistas que possuam carro utilizem cada vez menos o seu veículo, reduzindo com isso o tráfego de veículos em Volta Redonda, que atualmente possui uma frota de 83 mil veículos, além de mais 10 a 15% de outras cidades circulando”, destacou.A Suser fará um trabalho de conscientização para a população. “Todos os motoristas, ciclistas e a guarda municipal receberão orientação para utilizarem com educação e precaução as pistas de ciclismo da cidade”, concluiu Marco Antônio.Projeto Beira-Rio vai receber investimentos de R$ 9 milhõesSegundo a diretora do IPPU, Maria Teresa, a prefeitura está desenvolvendo um outro projeto para a reforma da ciclovia da Beira-Rio, e já recebeu R$ 1,5 milhão do Ministério das Cidades para a obra. A obra deve começar em fevereiro e está orçada R$ 9 milhões, com previsão de inauguração até junho.O projeto tem como objetivo a revitalização e reurbanização ao longo da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, em toda a extensão dos cinco quilômetros iniciais da pista de ciclismo, na Avenida Adalberto Nunes. Além da reforma da pista de ciclismo, será reformado o calçamento, quadras de esportes, serão instalados novos pontos de ônibus, a iluminação será trocada e serão plantadas mais mudas de árvores nas margens do rio.Também serão criados espaços alternativos para exposições de artes e artesanatos, anfiteatro ao ar livre e o Museu da Água.
Resende e Barra Mansa também investem em projetos parecidos
O Departamento de Transporte e Mobilidade (DTM) de Resende tem como meta a construção de 20 quilômetros de ciclovias ligando os bairros Cidade Alegria ao centro de cidade, através de dois itinerários, um pelo bairro de Itapuca e outro via parque de exposição. O projeto, realizado em parceria entre prefeitura e governo federal, está na fase de detalhamento, mas a obra deve ser concluída em dezembro. Dos vinte quilômetros previstos, quatro já foram construídos mas já precisam ser restaurados.Pelos cálculos de Simone da Costa, coordenadora do DTM, será preciso R$ 2,5 milhões para colocar o projeto em prática. A prefeitura entraria com 10% (R$ 250 mil) como contrapartida ao investimento federal. “Estamos estudando os melhores locais para o trajeto da ciclovia e apontando os pontos críticos”, disse Simone, acrescentando que a ciclovia vai desafogar o trânsito da cidade, melhorando o tráfego de veículos e aumentando o número de vagas.
Em BM, obra só depois da saída do pátio de manobras
Segundo o secretário de Obras de Barra Mansa, José Renato, a prefeitura tem um projeto de ciclovias para ser implantado na cidade, mas apenas para depois que forem encerradas as obras de mudança do parque de manobras.“Hoje a ferrovia ocupa uma faixa muito larga da cidade, chegando em alguns trechos a ocupar 60 metros de largura, como no trecho em frente à prefeitura. Com a redução da faixa de manobra, a largura ficará reduzida a 18 metros, permitindo a construção de várias avenidas e ciclovias “, destacou.Segundo o secretário, a prefeitura já tem uma experiência bem sucedida no bairro Saudade, onde em 2004, foi construída uma ciclofaixa de três quilômetros de extensão.
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