quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Dia Mundial Sem Carro: Volta Redonda chegou a nossa vez!

Uma ideia que surguiu há alguns anos e que tem ganhado força e se espalhado por diversas cidades no mundo todo. Este ato simbólico, muito mais do que simplesmente deixar nossos automóveis em casa por um dia, nos convida a repensar seu uso e a refletir sobre suas consequências no ambiente em que viviemos. Com a 2ª maior frota por habitante de veículos automotores do Brasil, Volta Redonda vem experimentando há algum tempo, os efeitos negativos que o uso desenfreado que este recurso nos traz: transito congestionado aumentando o tempo de deslocamento entre um ponto e outro, acompanhado de um aumento nos índices de acidentes seja envolvendo pedestres, ciclistas ou outros veículos. Temos ainda a degradação do ar que respiramos devido a grande emissão de poluentes; Volta Redonda conta ainda com o agravante de ser contada por uma das principais rodovias federais do país; a BR 393, por onde há um intenso trânsito de caminhões. A solução para contornar este problema é a Rodovia do Contorno, com quase toda sua totalidade concluída mas que se arrasta há 15 anos devido há questões judiciais e até mesmo acusações de super faturamento, o que impede sua conclusão. Sendo assim, convidamos toda a população voltaredondense a trocar, neste dia 22 de Setembro, seu automóvel particular por um õnibus, bicicleta ou até mesmo, realizar desolocamentos à pé, se possivel, cada um dentro de suas possibilidades. Com este ato simbólico, mostraremos que é possivel usar um carro de forma mais racional, apenas quando necessário e não como artigo de luxo ostentando "status", mostraremos ainda, as deficiências do sistema de transporte coletivo de nossa cidade, que com a frota atual e distribuição de linhas e horários, já tem dificuldades de dar conta da demanda em horários de pico e que acaba sendo um dos fatos que levam as pessoas a usarem automóveis com mais frequência. Junte se nós e participe!!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Alguns especialistas e defensores do sistema cicloviário de transporte afirmam que aqui no Brasil, o principal motivo que desestimula as pessoas a adotarem esta ideia não chega a ser nem mesmo a falta de estrutura adequada ( ciclovias, bicicletarios, porta-bikes em ônibus e trens, etc.. ), mas sim a propria resistência das pessoas ao ato de pedalar! Por mais incrível que pareça. E esta não chega a ser uma afirmação absurda; eu mesmo, falando ou escrevendo aqui em outros sites sobre essa idéia, já ouví e lí justificativas diversas pra não se utilizar uma bicicleta como: " vai desmanchar meu cabelo" por exemplo. Eu postei esse texto na comunidade de Volta Redonda , no Orkut na tentativa de fomentar um debate em torno da questão. Um colega no forum fez a seguinte citação: "No Brasil nao se usa muito as bikes porque infelizmente a nossa classe media hipocrita, fez uma analogia de usar bike a quem nao tem grana nem para pagar o bus. Gracas a Deus a mente das pessoas tem a capacidade de evoluir". Eu concordei com ele . É claro que a utilização da bicicleta vai ocorrer na medida do possível: em trajetos curtos, onde haja as ciclovias ou em vias de transito calmo, em lugares onde o relevo favoreça a pedalada, etc... . Muito já se falou sobre os benefícios trazidos por essa iniciativa, mas precisa ficar claro, pelo menos na minha opinião, que a atividade de pedalar precisa ser algo preseiroso, não um sacrifício. É claro que ninguém precisa sair sob um sol escaldante com 38 ou 40º de bike, neste caso, o que é pra ser saudável, pode ter efeito contrário. Cada um vai percorrer a distância que lhe for possível: se vc aguenta sem problemas andar por 3 ou 5 km, ótimo! Se pode ir mais longe, também está bom. Ninguém está declarando guerra aos carros, por isso a bicicleta é vista como "transporte alternativo", penso que trata-se mais de uma reeducação de hábitos; de se utilizar o automóvel de maneira mais racional. Acredito que o grande desafio ( e traria mais eficiência ao projeto ) é a já anunciada integração ao transporte público ( leia-se ônibus no caso da nossa cidade ) com o uso de equipamentos como esse do link a seguir: www.fairfaxcounty.gov/connector/images/wheel_clamp.jpg . Esse tipo de equipamento somado à construção de bicicletários em terminais de ônibus, permite ao usuário fazer seus deslocamentos da maneira que melhor lhe servir, alternando bike e ônibus. É claro que estamos falando de uma realidade na Europa ou EUA, a realidade em nosso país é bem outra. Nem sempre o caminho mais eficiente é que as nossas autoridades preferem adotar.
Sabemos também que o sistema de transporte coletivo da nossa cidade é uma "caixa-preta" inviolável. Não se muda nada aí certamente porquê isso convém tanto a empresários quanto ao poder público. Mas enfim, a alternativa esta ái, o projeto foi lançado oficialmente, a verba existe conforme anunciado extensivamente pelos meios de comunicação, prefeirtura e governo estadual , só nos resta ficar de olhos abertos e cobrar para que seja feito.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

‘Pedala VR’ vai ser lançado no aniversário da cidade

Vollta Redonda/ Rio

O prefeito Gotardo Netto (PMDB) se reuniu ontem com o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, para definir detalhes da programação do aniversário da cidade – comemorado no dia 17 de julho – quando será lançado o programa “Pedala VR”, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado, por meio da secretaria de Transportes, para incentivar a utilização da bicicleta entre a população. Volta Redonda é uma das cidades-piloto do programa “Rio – Estado da Bicicleta”, que vai incentivar o uso de bicicletas como alternativa de transporte público. Durante a reunião, Gotardo apresentou a Lopes a agenda de atividades, que vai se estender por todo o dia, quando será feriado em Volta Redonda. Uma das atividades será uma prova de ciclismo e um grande passeio de bicicleta com a participação de ciclistas de todas as idades.As duas provas terão como ponto de largada a Rua 12 de Julho, indo até o Memorial Getúlio Vargas, na Vila Santa Cecília, onde estarão concentradas as comemorações. A prefeitura vai premiar os melhores colocados nas duas provas com medalhas e troféus. Haverá ainda sorteio de bicicletas. O prefeito disse esperar que a prova de ciclismo tenha mais de dois mil participantes.
Construção de ciclovias
Durante a reunião, o prefeito informou ao secretário de Transportes que no dia 9 de julho será feita a licitação para a construção de 34 quilômetros de ciclovia no município. O projeto está avaliado em R$ 2,4 milhões e contará com recursos da prefeitura e do Ministério das Cidades, através do PAC da Mobilidade. Gotardo informou ainda que já começou a construir com recursos próprios do município sete quilômetros de ciclovia.- Nosso programa cicloviário é amplo e contempla toda a região central da cidade, onde está instalada a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). As faixas cicloviárias e as ciclovias vão possibilitar o deslocamento, com segurança, para os trabalhadores irem de casa para o serviço de bicicleta - afirmou o prefeito.Lopes se mostrou entusiasmado com o estado avançado da implantação do programa no município e com os preparativos para a festa da cidade. Ele disse que vai se empenhar para levar o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ministro das Cidades, Márcio Fortes, para o aniversário, além de garantir sua presença.
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A PMVR está preparando uma série de eventos que marcam o lançamento do projeto, como fora citado na materia acima. Estaremos divulgando aqui neste espaço assim que tivermos maiores detalhes. Boas pedaladas para todos!!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Conrado quer incentivar o uso de bicicletas

Volta Redonda

O vereador Paulo Conrado (PSL) apresentou na Câmara Municipal um projeto que prevê a implantação e gestão de sistema cicloviário na cidade. O objetivo do projeto, segundo o parlamentar, é incentivar o uso da bicicleta e garantir segurança aos ciclistas, pedestres e motoristas, condição que Conrado considera essencial para estimular o uso da bicicleta como uma alternativa de transporte integrada ao sistema de transporte coletivo. O projeto do vereador é semelhante ao projeto “Rio – Estado da Bicicleta”, do Governo do Estado, que deve ter Volta Redonda como uma das cidades-piloto (ver box).- A bicicleta é uma alternativa barata, eficiente e saudável de locomoção, além de ser uma opção a mais para o transporte urbano principalmente sendo integrado ao sistema de transporte coletivo da cidade - ressaltou Conrado. O vereador afirmou ainda que o uso da bicicleta requer a convivência pacífica entre ciclistas, pedestres e motoristas, e que o projeto prioriza “a segurança do cidadão”. Segundo Conrado, a consolidação do uso da bicicleta pode ser uma alternativa para evitar os engarrafamentos na cidade. O vereador propôs uma parceria entre o Estado, a prefeitura e iniciativa privada para a construção de ciclovias, bicicletários, o empréstimo e até mesmo o incentivo para a compra de bicicletas. Com a medida, a expectativa é que parte dos passageiros do transporte coletivo possa evitar alguns trechos menores com a opção de pegar a bicicleta e deixá-la em bicicletários ou em pontos de entrega.Parceria para financiamentoO financiamento das bicicletas e a instalação de estruturas dos bicicletários poderá ser terceirizado, em troca da visibilidade da marca em bicicletas e estacionamentos. O projeto de Conrado também prevê a destinação de área exclusiva para o estacionamento de bicicletas nos estacionamentos de edificações destinadas a shopping centers e hipermercados.Segundo o vereador, a implantação de uma ciclovia na Avenida Beira Rio – que está sendo feita pela prefeitura - além de incentivar o uso da bicicletas, vai permitir maior integração com o meio-ambiente e ainda, oferecer opções de lazer, esporte e turismo para a população. O projeto de Conrado é resultado de sugestões de ciclistas, motoristas, pedestres e profissionais de educação física que ressaltaram os benefícios da prática do ciclismo como atividade física. Segundo Conrado, o custo de implantação de uma ciclovia ou da faixa exclusiva para ciclistas é menor que uma via normal, porém com a mesma capacidade de escoamento, entre 1,5 e 2 mil pessoas por hora.- Volta Redonda precisa de um amplo sistema cicloviário, como alternativa para o deslocamento diário das pessoas, reduzir o número de automóveis em circulação, diminuir o barulho, a poluição e os riscos de acidentes, contribuindo significativamente para o aumento da qualidadede vida da população – afirmou o vereador.
Volta Redonda é piloto de projeto estadual
O projeto de Conrado vai se somar a outros esforços, da prefeitura e do Governo do Estado, para incentivar a utilização da bicicleta como alternativa de transporte coletivo em Volta Redonda, escolhida para ser uma das cidades-piloto para a implantação do projeto “Rio – Estado da Bicicleta”, da Secretaria Estadual de Transportes. As cidades de Resende e Niterói também foram escolhidas como cidades-piloto do projeto.Em Volta Redonda, o Ministério das Cidades já liberou cerca de R$ 3 milhões para a construção do anel cicloviário, que vai circundar toda a cidade. Segundo informações do prefeito Gotardo Netto (PMDB), parte do anel cicloviário deve ser inaugurado ainda este ano.
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Bem, como diz o ditado, "depois da onça morta, todo mundo é caçador" . O Clube Bike Adventure defende desde sua criação, a adoção e reconhecimento da bicicleta como meio de transporte no município de Volta Redonda. Se somos donos da ideia? Não. O projeto de Lei Municipal referido acima, apenas complementa o que já fora oficializado através de uma parceria entre os governos do município, estadual e federal. Como é de hábito na política desse país, uma boa obra quase sempre tem vários "pais" ou "mães". O que realmente esperamos é que o projeto saia do papel.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ciclovias em Volta Redonda

O prefeito Gotardo Netto assinou anteontem com a Caixa Econômica Federal o convênio que repassa mais R$ 1 milhão do Ministério das Cidades para a construção de ciclovias na cidade.Segundo o prefeito, ainda não foi definido aonde será aplicada a verba, mas é provável que ela atenda a “perna” do projeto que liga o bairro Santo Agostinho ao anel cicloviário da cidade.
Fonte: Diário do Vale

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Alta nos preços do petróleo e o transporte alternativo.

Por CABT


Quero dizer algo baseado nas noticias que vemos e lemos todos os dias nos jornais e telejornais: Essa disparada louca nos preços do petróleo vai nos fazer repensar o uso de nossos automóveis ( quem sabe até transporte público ). Especulações ou não, há quem diga ( especialistas e analistas ) que o preço pode bater na casa dos U$ 150,00 o barril logo logo e, se nenhum "dispositivo de segurança" contra essa tendência for criada, o céu ( U$ 200,00 !!! ) é o limite. Se este cenário permanecer, vai ser difícil estacionar ao lado de uma bomba nos postos de combustíveis e encontrar lá os preços que achamos hoje. Temos carros flex e biocombustível? Sim, temos. Mas acredito eu ( que não sou especialista em nada ) que essa frota equipada com motores flexíveis que já é considerável estará mais sedenta ainda por álcool e com uma grande demanda pressionando a produção os preços... Mas nesse caso o governo poderia intervir. Ainda na questão dos biocombustíveis, o bloco europeu faz pressão quanto ao uso em larga escala alegando que tal prática põe em risco a oferta de alimentos no mundo, sobretudo às populações mais pobres. Teme-se que terras destinadas ao cultivo de alimentos base na dieta humana ( no Brasil e em países mais pobres que vêem nas lavrouras destinadas à produção de combustível uma fonte de renda para as populações carentes ), possam perder espaço para as culturas destinadas à biocombustíveis como o etanol. Pessoalmente, eu acho absurdo mesmo é usar um cereal como o milho, do qual se faz o etanol nos EUA, que é base na alimentação em muitos países para esta finalidade. Quanto ao GNV, eu torço pra que o Sr. Morales não resolva criar mais problemas ainda com as exportações de gás no que diz respeito a preços e quantidades previstas em contratos. O sinal amarelo ( ou vermelho, como queiram ) já foi acesso. Os países da OPEP dizem que não há mais como aumentar a produção de modo a satisfazer com folga a demanda que cresceu muito, a curto prazo. Que os carros eletricos e também os híbridos ( que usam motores a explosão em conjunto com eletricos ) estão aí e já evoluíram bastante, nós sabemos. O desafio é torná-los, ao menos, tão acessíveis quanto aos modelos de hoje. O hidrogênio é uma boa fonte e limpa por sinal, mas o processo de obtenção e armazenamento infelizmente ainda é caro e ainda tem a questão da autonomia que precisa melhorar. Mas evidentemente, será necessário encontar soluções para estes problemas em pouco tempo. O mundo já deveria ter reduzido sua dependência por hidrocarbonetos há tempos e , como sabemos, os barões e senhores do petróleo, por várias vezes, buscaram barrar o desenvolvimento de tecnologias que realmente representassem algum risco à supremacia do "ouro negro". E não foram poucas as tentativas. Só por exemplo, existia , já nos meados dos anos 80, um motor totalmente movido a óleos vegetais; do simples óleo de soja ao óleo de manona ou algodão, até mesmo óleo já usado numa fritura servia ( foi inclusive testado aqui no Brasil ) - http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=44977 . Esse motor inexplicavelmente sumiu na época. Hoje ele reaparece acompanhado de um nome bastante familiar para nós: Biodiesel. O que eu quis dizer com esse discurso todo é que o meio de transporte alternativo está aí, o investimento em infraestrutura parece que vai mesmo acontecer. Utilizá-lo pode a vir tornar-se mais uma questão de necessidade do que opção. Eu espero que o projeto seja bem elaborado e que nós possamos abraçar a ideia que aliás, é até benéfica para nossa cidade em termos ambientais. Quem mais sofre com essa inevitável pressão nos preços dos combustíveis é a população de menor renda que já há bastante tempo, utiliza em nossa cidade a bicicleta como meio de transporte como alternativa de fazer "render" mais seus salários. Tudo isso sem falar no repasse desses reajustes aos preços dos alimentos que, como praticamente tudo que é produzido neste país, é transportado por rodovias em caminhões. Mas esta é uma outra questão, muito preocupante e grave reconheço, mas que foge um pouco ao objetivo do blog ;). ( o que não quer dizer que não possamos debater a ideia! Comentem! )
Obrigado
CEF aprova projeto de ciclovias em VR

Convênio de R$ 2,2 milhões deve ser assinado na segunda-feira; projeto prevê 50 quilômetros de ciclovias na cidade

Volta Redonda - O prefeito Gotardo Netto (PMDB) informou que o projeto de ciclovias de Volta Redonda - integrado ao programa “Rio, Estado da Bicicleta”, do Governo do Estado - foi aprovado pela Caixa Econômica Federal (CEF). O convênio entre a prefeitura e a CEF, no valor de R$ 2,2 milhões, deve ser assinado na segunda-feira. A verba é proveniente do Ministério das Cidades, por meio do Programa de Mobilidade Urbana. Segundo o prefeito, as obras devem começar até o meio do ano.- Segunda-feira assinamos o convênio com a CEF, e a licitação deve sair em trinta dias. Até o meio do ano as obras devem ser iniciadas, e devem durar cerca de quatro meses - explicou Gotardo. Em Volta Redonda, o projeto está sendo elaborado pelo IPPU (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano) e pela Suser (Superintendência de Serviços Rodoviários), em parceria com a Secretaria Estadual de Transportes. O projeto prevê 50 quilômetros de ciclovias, ligando os bairros Jardim Belvedere, Casa de Pedra e Siderópolis, na região sul da cidade e Santo Agostinho, São Luiz e Santa Rita do Zarur, na região norte. Gotardo afirmou que o projeto é “a concretização de um sonho”.- Mais uma vez o corpo técnico da prefeitura está transformando um sonho em realidade - disse o prefeito. Gotardo destacou ainda a parceria com os governos federal e estadual para a realização da obra.- Temos que ressaltar a parceria entre o governo do estado, com o secretário (de Transportes) Júlio Lopes e com o Governo Federal, com o ministro (das Cidades) Márcio Fortes. São grandes parceiros e incentivadores desse projeto - afirmou.Cidades-pilotoVolta Redonda, Niterói e Resende foram escolhidas pelo Governo do Estado como cidades-piloto para a implantação do projeto “Rio, Estado da Bicicleta”. O governador Sérgio Cabral, em viagem á França na semana passada, disse que quer implantar nessas cidades o Velib - sistema de bicicletas públicas que tem forte presença na Europa. Gotardo explicou que técnicos da secretaria de Transportes já estiveram na cidade, para apresentar o projeto do governo estadual e colher dados da prefeitura sobre a malha viária e a geografia da cidade. Esse trabalho está sendo feito pelo governo em todos os municípios do estado. O prefeito disse ainda que durante a reunião com os técnicos apresentou os projetos da prefeitura para a área, elaborados pelo IPPU.- Nós já tínhamos um estudo prévio, feito pelo IPPU, para a implantação de ciclovias em toda a cidade. Quando mostrei esse projeto - que tem o apoio do ministro Márcio Fortes - a equipe do estado ficou muito entusiasmada - disse Gotardo. O prefeito ressaltou a ligação da cidade com a bicicleta, que vem desde a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o hábito de vários de muitos funcionários da CSN, que ainda optam pelo veículo como principal meio de transporte.Nelson Gonçalves propôs projeto na AlerjO projeto de lei do deputado estadual Nelson Gonçalves (PMDB) de incentivo ao uso de bicicletas, que está anexado a outro projeto já aprovado pela Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), ganhou reforço com as declarações de Cabral na França. O objetivo do governador é o mesmo proposto no projeto pelo deputado, ou seja, melhorar a qualidade de vida da população, reduzir os níveis de poluição, além de ampliar os espaços públicos ocupados por estacionamento de veículos. “A bicicleta é um transporte alternativo que só traz benefícios para a população, um deles é a oportunidade de exercícios físicos”, ressaltou o deputado. De acordo com o projeto defendido por Nelson, o Poder Executivo deverá estimular a implantação de ciclovias e de espaços públicos reservados às bicicletas e usuários. O Executivo deverá ainda, de acordo com projeto, realizar campanhas educativas voltadas ao uso de bicicletas. - Cidades como Volta Redonda, por exemplo, já sofrem com o número exagerado de carros pelas ruas, causando transtornos ao trânsito e, principalmente, ao meio ambiente. A iniciativa do governador de lançar esse projeto aqui no interior me deixa realizado - ressaltou.O governador Sérgio Cabral pretende, através do incentivo ao uso da bicicleta, realizar a integração do transporte. Em Niterói o governador anunciou que o programa vai contar, inicialmente, com cem bicicletas ligando a estação das barcas à Universidade Federal Fluminense, no bairro de São Domingos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Conheça o Desafio Intermodal

É uma espécie de prova em que pessoas partem de um ponto comum e com o mesmo destino, no horário de pico em grandes cidades, em meios de transporte diferentes, como carro, moto, táxi, ônibus, metrô e, claro, bicicleta. O desafio também inclui a integração de meios de transporte, por exemplo, metrô e ônibus. Independentemente do meio utilizado, todos os participantes devem respeitar as regras de trânsito. A idéia é mostrar que a bike é um meio de transporte, muitas vezes, mais rápido, e com outras vantagens como proporcionar uma sensação de prazer e bem-estar maior ao usuário no fim de um percurso. Confira alguns links sobre o Desafio Intermodal, que já acontece em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo capital, Santo André, no ABC Paulista, e Belo Horizonte.

Veja o relatório do Desafio Intermodal 2007 de Belo Horizonte:
http://mountainbikebh.com.br/22setembro/di/RelatorioFinal.pdf

Veja o relatório do Desafio Intermodal 2006 do Rio de Janeiro: http://www.transporteativo.org.br/site/Banco/5imprensa/Desafio/RelatorioDITA.pdf

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Fonte: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/064/pe_no_chao/conteudo_270271.shtml

Que tal fazer algo parecido em Volta Redonda ??
Programa vai incentivar a implantação de infra-estrutura cicloviária em municípios Da Agência Brasil


Brasília - Um programa do Ministério das Cidades, em parceria com o Bicycle Partnership Program (BPP), quer ampliar a discussão sobre a implantação de infra-estruturas cicloviárias nos municípios brasileiros e estimular o uso da bicicleta. Durante 0 dia 09 do mês de Abril deste ano, a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SeMob) promoveu um workshop do programa Bicicleta Brasil para debater os principais desafios para o desenvolvimento de iniciativas que incentivem o uso de bicicletas em cidades.O Bicycle Partnership Program (BPP) é um programa de cooperação internacional, desenvolvido com recursos do Ministério das Relações Exteriores da Holanda, e que tem o apoio da Embaixada da Holanda no Brasil. O intuito do BPP é contribuir para o planejamento e desenho espacial sustentável de cidades da Ásia, África e América Latina proporcionando redução da pobreza e melhoria da qualidade do ar. Segundo o coordenador do Bicicleta Brasil, João Alencar Oliveira Junior, na América Latina, o foco do BPP é o Brasil, por causa da existência do programa federal brasileiro desenvolvido pela SeMob e da União de Ciclistas do Brasil (UCB). Para Oliveira Junior, o Bicicleta Brasil irá melhorar as áreas de trânsito, saúde, meio ambiente, esporte e educação.“O Bicicleta Brasil proporcionará à população da localidade que inserir a ciclovia uma excelente qualidade de vida, saúde e bem-estar”, disse.O coordenador esclareceu que o programa não irá construir ciclovias, mas incentivar a construção desses espaços. Na opinião de Oliveira Junior, o Bicicleta Brasil vai gerar impacto da mobilidade, pois 85% da população brasileira não possui automóvel e em todas as grandes cidades os carros ocupam mais de 75% de todo o espaço viário disponível. Segundo ele, 6 bicicletas podem andar no mesmo espaço de um carro na rua, e 20 podem ser estacionadas em uma vaga para automóvel.De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de bicicletas, perdendo apenas para China e Índia.''
Rio terá sistema de bicicletas públicas similar ao de Paris, diz Cabral

ANA CAROLINA MORAES - De Paris

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que vai levar para municípios do Estado um sistema de aluguel de bicicletas públicas similar ao de Paris. Cabral participou na segunda-feira, na capital francesa, de uma reunião com o prefeito Bertrand Delanoë para avaliar o projeto de Paris, chamado Vélib, que foi implantado em julho do ano passado. Segundo Cabral, o objetivo é integrar a bicicleta como nova opção de transporte. "A bicicleta no Brasil é vista como um instrumento de lazer, nós queremos que ela se transforme em um instrumento do cotidiano, integrado à rede pública de transporte", afirmou Cabral durante a visita a Paris. Na capital francesa, foram instaladas mais de 1,4 mil estações com cerca de 20 mil bicicletas, que funcionam como um sistema de aluguéis. As bicicletas podem ser retiradas e devolvidas em qualquer um dos bicicletários do sistema Vélib.
Segurança
Questionado sobre a questão da segurança e de possíveis atos de vandalismo, o governador deu a entender que o problema não será muito diferente do verificado em Paris, onde "30% das bicicletas foram roubadas ou depenadas desde julho do ano passado". O secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, disse, entretanto, que as bicicletas vão integrar o sistema de administração Rio Card e que serão equipadas com um chip, como um telefone celular, para serem localizadas onde estiverem. De acordo com Cabral, inicialmente as estações vão ligar bairros da capital e de outros municípios fluminenses às principais estações de metrô, ônibus e barcas. As primeiras cidades a adotar as bicicletas públicas serão Niterói, Volta Redonda e Resende, mas há também projetos para a instalação de bicicletários no Rio de Janeiro, ligando os subúrbios a estações centrais. "O Rio é a cidade da América Latina que tem a segunda maior extensão de ciclovia, com 150 km, e Paris hoje tem 400 km de ciclovias. E o projeto não é só para praia de Copacabana, Ipanema e Leblon. É para o povo pobre da Baixada, do subúrbio usar", disse Cabral. Em Niterói, a empresa Clear Channel venceu a licitação para a implantação de cem bicicletas ligando bairros do município às estações das barcas, que fazem a ligação com a cidade do Rio de Janeiro. Na Baixada Fluminense, o governo vai utilizar verbas do PAC, que estão sendo empregadas para o projeto de dragagem do Rio Sarapuí, para a construção de ciclovias em áreas em que houver remanejo de moradores.
Missão empresarial
Os projetos municipais são feitos com apoio do governo do Rio de Janeiro e integram o projeto estadual "Rio - Estado da bicicleta". Os prazos para a implantação das primeiras bicicletas públicas não foram confirmados pelo governador. "Não posso precisar datas, porque depende de importação de equipamentos e várias questões que ainda estão sendo resolvidas", disse Cabral. O governador está em Paris para uma visita de três dias com o objetivo de reforçar as relações com o governo francês, atrair investimentos diretos em áreas como transportes, energia, turismo e aeronáutica e promover o intercâmbio de políticas públicas. Cabral também se reuniu em Paris com o ministro do Meio Ambiente, Jean-Louis Borloo, e empresários franceses, entre eles a direção grupo L'Oreal, que anunciou a criação de um centro de pesquisas de novos produtos no Estado do Rio, com investimento de US$ 50 milhões (cerca de R$ 82,5 milhões).

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Resende investe em ciclovias e navegação fluvial

Resende busca alternativas para fazer com que a população use outros meios de locomoção no lugar dos carros, reduzindo o fluxo de trânsito na cidade. Uma pesquisa, iniciada no segundo semestre do ano passado e concluída no início de 2008, entrevistou 3.006 pessoas em 11 regiões da cidade. A idéia da pesquisa foi auxiliar a equipe técnica da revisão do Plano Diretor Participativo e auxiliar a Prefeitura na elaboração de políticas para o trânsito. Os bairros pesquisados foram Cidade Alegria, Manejo, Paraíso, Santo Amaro, Centro, região da Dutra, Surubi, Itapuca, Casa da Lua, Engenheiro Passos, Jardim Brasília e distritos. As informações foram passadas pela coordenadora do DTM, Simone da Costa, que coordenou os 30 pesquisadores. Pelo resultado da pesquisa, 38,6% dos entrevistados vão de ônibus ao trabalho e 24,9% a pé. Outros 18,9% optam pelo carro e 11,3% usam a bicicleta para chegar ao local onde trabalham. Quando questionado sobre qual o principal meio de transporte utilizado na hora de estudar, o resultado seguiu a mesma tendência do deslocamento para o trabalho. A lista é encabeçada também pelos ônibus, com 47% dos entrevistados usando coletivos para chegar a um estabelecimento de ensino, seguido pelo deslocamento a pé, com 35,6%. Doze por cento dos entrevistados vão ao colégio de carro e 4,1% de bicicleta. Ainda de acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados possuem pelo menos um carro na garagem, 5% dois veículos e 1% três ou mais veículos. Em contraponto, ainda segundo a pesquisa, 51% não têm automóvel. Além disso, outro projeto para desafogar o trânsito em Resende é o projeto de navegabilidade pelo Rio Paraíba do Sul com a utilização de uma chalana. Inicialmente a embarcação, com capacidade para 16 pessoas, será utilizada para passeios turísticos em percursos de ida e volta com tempo entre 40 minutos e uma hora, saindo do Centro até a ponte do Acesso Oeste. No futuro o projeto poderá ser expandido entre os trechos do Pólo Industrial até o município de Itatiaia. Para isso seriam usadas embarcações de dimensões maiores, com capacidade para aproximadamente 60 passageiros. Isso irá facilitar o deslocamento das pessoas por toda a região e desafogar o trânsito, contribuindo ainda para o meio ambiente.

sábado, 10 de maio de 2008

Inauguração de ponte em SP tem protesto por moradia e ciclovias
Ciclistas criticaram ausência das bicicletas na política de transportes municipal.Moradores de favelas da região protestaram contra remoção de famílias
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Nem tudo foi festa na manhã deste sábado (10) durante a inauguração da Ponte Octavio Frias de Oliveira, na Zona Sul de São Paulo. Ao mesmo tempo em que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) fazia seu discurso, um grupo de manifestantes gritava palavras de ordem contra a obra. Ciclistas e representantes de moradores das favelas situadas ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho chegaram cedo ao evento para fazer barulho. Os adeptos da bicicletas buscavam chamar a atenção para a política de transportes na cidade, enquantos os demais criticavam a oferta de novas moradias para pessoas carentes na região. O cicloativista Thiago Benichio, um dos que adotou o apelido “Estilingão” para se referir à ponte estaiada, afirma que cerca de 80 pessoas protestaram no local. A reunião, que terminou com um piquenique no asfalto, foi organizada pela internet.Uma das críticas do grupo é de que a nova obra não atende à legislação municipal que prevê a inserção das bicicletas no sistema viário. A lei 14.266, sancionada em fevereiro de 2007 pelo prefeito Gilberto Kassab, estipula no artigo 11 que “as novas vias públicas, incluindo pontes, viadutos e túneis, devem prever espaços destinados ao acesso e circulação de bicicletas”. “É uma ponte que só privilegia o transporte que já se mostrou ineficaz na cidade, basta ver o recorde de congestionamento de ontem. Ela é um símbolo da insistência de privilegiar o que é um erro”, disse o cicloativista. Em outra das alças de acesso da ponte, no lado oposto ao dos ciclistas, estavam moradores que reclamam do custo da obra e das ações da prefeitura para retirada de moradores da região. Alguns representantes do movimento chegaram a levar faixam em que afirmam estar em curso uma "limpeza social" na região.A administração municipal afirma que, após a inauguração da ponte, continuará o projeto da Operação Urbana Água Espraiada, um conjunto de intervenções para a reurbanização de favelas na região. Iniciamente, estão previstos três conjuntos habitacionais, que vão oferecer 1016 unidades. Entretanto, os manifestantes afirmam que o déficit na região é de 8,5 mil. Nos discursos, tanto o prefeito quanto o governador ressaltaram a importância da obra para a cidade, mas reafirmaram compromisso com as obras sociais. Kassab ressaltou que o maior compromisso de seu governo são os investimentos no setor social. “Reduzimos o número de grandes obras. Por isso, selecionamos com critério as poucas obras”. O governador José Serra lembrou que a prefeitura já começou a trabalhar nos projetos e o estado irá apoiar construindo conjuntos habitacionais para os moradores das favelas na região da avenida.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

CICLOTURISMO
CONHEÇA O VELOTOUR, UMA NOVA FORMA DE VIAJAR, FAZER AMIGOS, CONHECER NOVOS LUGARES E ECOLOGICAMENTE CORRETA.

Velotour é uma nova modalidade de cicloturismo que está sendo proposta no Brasil pelo Clube de Cicloturismo. Um Velotour é um grande passeio onde as pessoas pedalam de forma autônoma e independente, mas todos saindo do mesmo local e na mesma data.
O Velotour não tem caráter competitivo, ao contrário, visa estimular o companheirismo e a interação com os outros participantes e com o local. O percurso pode ser de um dia ou de vários dias.
A participação é gratuita e cada participante é autônomo, isto é, carrega seus próprios pertences e tudo o que for precisar durante a viagem. Os participantes levam suas ferramentas, seu alimento e água, pois não há carro de apoio. A idéia é realmente fazer uma viagem autônoma.

ESTRUTURA

A estrutura é bastante simples. Os participantes recebem uma planilha do percurso e uma credencial do Velotour para ser preenchida ao longo da pedalada. Não há guias ou monitores. Mas no decorrer do percurso de cada dia, existem cerca de dois ou três pontos de controle (PCs), onde a credencial é carimbada por um membro da equipe Velotour com os carimbos específicos (que pertencem ao Clube de Cicloturismo).
Ao final do da viagem se o participante tiver passado por todos os PCs ele recebe um certificado de que completou o percurso (que é um carimbo especial de conclusão e a assinatura de um oficial do Velotour).
Os participantes não necessariamente precisam formar um grupo, já que cada um pode ir no seu próprio ritmo. No Velotour não há um carro de apoio para acompanhar e carregar bagagens. Porém, existe um carro de resgate que passa uma ou duas vezes por dia, conforme o percurso, para recolher ciclistas que por motivo de problema mecânico, esgotamento físico ou outro problema qualquer, não possam completar o trajeto.


RESPONSABILIDADE


Os ciclistas que participam do Velotour pedalam por sua conta e risco, devendo respeitar as leis de trânsito e conduzir a bicicleta com segurança, assumindo todos os riscos de se pedalar em ruas e estradas.
A organização ou as prefeituras não se responsabilizam por acidentes ou outros problemas que por ventura venham a acontecer, nem providenciar socorro médico. Por isso é importante que o participante tenha uma apólice de seguro saúde.

ACOMODAÇÕES

Não há um número máximo de participantes. O único fator limitante é a infra-estrutura local, como alimentação e hospedagem. Os próprios participantes devem providenciar suas reservas com antecedência em hotéis, na associação turística responsável, ou ainda utilizar os serviços de uma agência, se quiserem.
EXPECTATIVA

É esperado que o Velotour tenha uma ótima receptividade tanto de público quanto de mídia, por ser um acontecimento aberto, gratuito e que permite uma adesão bastante ampla de pessoas e famílias. Isto é, apesar de exigir um certo preparo físico, o Velotour não é restrito a atletas. Ao mesmo tempo em que é acessível, oferece também, uma boa dose de desafio e aventura para quem está em busca de atividades junto à natureza.
A idéia é que, em cada local, o Velotour aconteça todos os anos na mesma data para criar uma tradição. A proposta do Velotour será apresentada para várias regiões do país de modo a formar um calendário anual.

VELOTOUR DE 2008
O primeiro Velotour do país vai acontecer no Circuito Vale Europeu (SC), durante o Carnaval de 2008. A região, pioneira por ter lançado o primeiro roteiro oficial de cicloturismo do país, terá o ineditismo da realização também do primeiro Velotour.
Este Velotour terá 03 dias de duração, do dia 03 a 05 de fevereiro, percorrendo o trecho do Circuito de Timbó até Rodeio, conhecido como parte baixa. Porém os cicloturistas que tiverem disponibilidade, poderão continuar junto ao grupo do Clube de Cicloturismo que irá finalizar toda a volta do circuito nos dias 06 a 09, percorrendo a parte alta. O dia que antecede o Velotour (sábado) será uma ótima oportunidade de integração dos participantes antes da viagem em Timbó.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

COMO EVTAR SER ATINGIDO POR AUTOMÓVEIS NO TRÂNSITO - ( 2ª parte )


4 “GANCHO À DIREITA 1” ( FECHADA ): Um veículo faz uma ultrapassagem sobre o ciclista e vira imediatamente à direta na frente do mesmo ou na direção do mesmo. Motoristas não acreditam que você não pode ser rápido pois está numa bicicleta, então não tem em mente a idéia de que não podem simplesmente realizar a manobra a tempo e com segurança. Mesmo que você seja obrigado a frear bruscamente afim de evitar a batida, não acreditam que tenham feito nada de errado. Este tipo de colisão é especialmente difícil de evitar devido ao fato de que normalmente não conseguimos ver o veículo até o ultimo segundo e também porque quase sempre não há espaço para desviar deste.

Como evitar:

Não pedale na calçada( proibido por lei ): Além de incorreto, quando se sai da calçada para cruzar a via, você estará invisível para os motoristas.

Pedale deslocado à esquerda: Tomando toda a faixa, você inibe ou dificulta uma tentativa de ultrapassagem evitando ser “fechado” logo em seguida.. Não se sinta culpado em ocupar a faixa e trancar o transito. Se alguns motoristas não se importam com sua vida e segurança e executam esse tipo de manobra, então não se sinta errado em proteger-se.


Olhe pelo espelho retrovisor ao se aproximar de um cruzamento ( se você ainda não possui um, providencie. ): Olhe pelo espelho antes de passar pelo cruzamento. Quando estiver de fato passando por ele, preste atenção no que há na sua frente.



5 “GANCHO À DIREITA 2” ( FECHADA ): Você está passando um veículo mais lento pela direita ou mesmo outra bicicleta quando este, vira em sua direção tentando chegar a um estacionamento, rua, etc..


Como evitar:


Não ultrapasse pela direita: Este tipo de colisão é muito fácil de se evitar. Nunca ultrapasse qualquer veiculo pela direita. Se um carro vai a sua frente a apenas 10 km/h, reduza sua velocidade e siga-o. Ele pode eventualmente, passar a se mover rápido. Caso isto não ocorra, passe-o pela esquerda. É mais seguro desta forma. Quando estiver ultrapassando outro ciclista pela esquerda, anuncie: “ à sua esquerda!” antes de passa-lo. Dessa forma, você evita que ele se mova em sua direção durante a manobra ( É muito pouco provável, é claro, que ele se mova se olhar, ele poderia ser atingido pelo trafego ). Se ele estiver muito deslocado à esquerda, então anuncie antes: “ a sua direita!” e passe. Se vários carros estiverem parados em um sinal, você pode tentar passa-los pela direita cuidadosamente. Lembre-se que algum passageiro pode abrir uma porta inesperadamente para desembarcar ou que o tráfego pode ser mover a qualquer momento. Note que quando você segue um veículo lento, pedale atrás do mesmo, nunca em um ponto-cego à direita do mesmo. Mesmo quando você não está passando um carro pela direita, você poderia prosseguir nesta trajetória se este entrar a direita à sua frente, basta apenas, que você dê espaço suficiente para frear se isto ocorrer.

Olhe para trás antes de virar à direita: Esta é sua chance de evitar ser atropelado por outro ciclista que não segue a primeira dica e tenta ultrapassa-lo pela direita. Olhe para trás antes de fazer uma curva à direita e certifique-se de que ninguém tentará passá-lo por este lado durante a manobra. ( lembre-se também de que um ciclista ou um pedestre poderia estar na calçada um pouco atrás de você e que poderia haver um choque caso este cruzasse a via sem vê-lo ).



6 CRUZAMENTO À ESQUERDA: Um veículo vem em sua direção virando à esquerda na sua frente ou pra cima de você.

Como evitar:

Não pedale na calçada: Além de incorreto, você fica invisível para os motoristas no tráfego.

Use um farol:
Se você estiver pedalando à noite, deve estar equipado com um farol ( exigido por lei em alguns países ).

Não ultrapasse pela direita: Ao passar um veiculo mais lento pela direita, você fica invisível para o condutor de um veículo virando à esquerda em um cruzamento alem do risco do veículo que está sendo ultrapassado virar em sua direção.

Vá devagar: Caso você não veja diretamente e não possa ser visto pelo condutor, reduza a velocidade de modo que possa parar a tempo se necessário.



7 COLISÃO TRASEIRA: Você inocentemente desvia um pouco para esquerda para evitar um carro estacionado ou qualquer outra obstrução na via e é atingido por trás.

Como evitar:

Nunca, jamais se mova para a esquerda sem olhar antes para trás: Alguns motoristas simplesmente passam a poucos centímetros de uma bicicleta, assim, mesmo se movendo ligeiramente para este lado, você ficaria na reta de um veículo vindo por trás. Pratique o ato de olhar pelos ombros mantendo a bicicleta em linha reta até que você possa faze-lo perfeitamente. Muitos ciclistas inexperientes tendem a mudar a trajetória da bicicleta ao olhar para trás o que pode ser desastroso.


Não pedale em “zig-zag” pela faixa de estacionamento desviando de veículos parados: As pessoas tendem a pedalar usando a faixa de estacionamento em trechos onde não há carros parados, e voltam a faixa de trafego para desviar de um veiculo estacionado o que pode colocar o ciclista em risco. Ao invés disto, mantenha uma linha reta à direita na faixa de rolamento.

Utilize o espelho retrovisor: Há vários modelos no mercado: para montagem no guidão, capacete, etc.. .Ainda assim, é bom manter o hábito de olhar para trás, mas um espelho porém, pode ajudar bastante.
Fonte: http://bicyclesafe.com/ Tradução e adaptação: CABT.
Continua em breve...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

SEGURANÇA

COMO EVTAR SER ATINGIDO POR AUTOMÓVEIS NO TRÂNSITO - ( 1ª parte )

O que se segue abaixo são dicas eficientes de como evitar ser atingido por um automóvel no transito. Esta seria uma “regra diferente” do que normalmente se vê em guias de segurança para ciclistas que geralmente lhe dizem mais sobre o uso do capacete e sobre como trafegar obedecendo às leis de transito. Mas por um momento considere: Usar um capacete não o ajudará em nada em evitar uma colisão com um automóvel. Claro, eles poderão lhe ajudar muito caso você seja atingido e é sempre importante usa-los, mas o seu objetivo nº1 quando o assunto é pedalar com segurança no transito é evitar ser atingido! Muitos ciclistas são mortos por carros mesmo quando estão utilizando seus capacetes e, ironicamente, se pedalassem sem capacete, mas seguindo as dicas abaixo, provavelmente, muitos estariam vivos hoje. Atenção, não confunda utilização do capacete com ciclismo seguro. Prevenir é muito melhor que remediar. O melhor é não ser atingido.
Por seguir a lei, a maioria das pessoas sabe que é inútil e estúpido tentar cruzar uma rua sob o sinal vermelho quando há tráfego, então avisos legais nesse caso não são úteis simplesmente porque isso é obvio. Outro problema em “seguir a lei” é que as pessoas acreditam que isso é tudo que precisam para pedalar seguro. Mas apenas isso não é o suficiente para mantê-las em segurança. Veja este exemplo: A lei lhe diz para trafegar mais à direita o possível da via. Mas se você seguir muito a direita, alguém saindo de um carro estacionado pode abrir uma porta à sua frente, você estará menos visível para motoristas saindo de estacionamentos, carros vindo de trás passarão muito próximos pois provavelmente não mudarão de faixa ao passar por você o que aumenta as chances de acidente. Em ambos os casos, você estaria agindo conforme a lei, mas ainda assim correria o risco de ser atropelado.
Obviamente, cruzar uma rua sob o sinal vermelho quando não há nenhum tráfego, não chega a ser perigoso, mas não recomendo que você faça isso, porque é contra a lei, não porque não é perigoso. Você deve compreender a diferença. Em todos os casos, siga a lei, mas procure entender porque você o faz!


DEZ MANEIRAS DE NÃO SER ATINGIDO POR UM AUTOMÓVEL NO TRANSITO

1-CRUZAMENTO À SUA DIREITA: Esta é um dos meios mais comuns de ser atropelado. Um carro está saindo de uma via lateral à direita ou estacionamento. Neste caso, há duas possibilidades: ou o ciclista entra na frente do veiculo é atingido lateralmente, ou o automóvel “fecha” o ciclista e este colide contra a lateral do mesmo.

Como evitar:

Utilize um farol: Se você pedala à noite, você deve usar um farol dianteiro, (exigido por lei em alguns países). Mesmo durante o dia, uma fonte de luz branca e brilhante que possua modo intermitente (pisca) torna a bicicleta mais visível para motoristas em um cruzamento. Dê preferência pelos atuais faróis de LED’s onde as pilhas duram em média dez vezes mais que nos modelos convencionais. Faróis montados sobre o capacete são ainda melhores, pois assim quando o ciclista olha diretamente para o motorista, suas chances de ser imediatamente visto aumentam.

Faça barulho: Providencie uma boa buzina, bem sonora, e utilize-a sempre que você vir algum veículo se aproximando. Se não tiver uma buzina, chame a atenção do motorista verbalmente mesmo. Diga um “hei” ou qualquer coisa parecida. Você pode se sentir embaraçado gritando ou buzinando, mas é melhor sentir-se um pouco envergonhado do que ser atingido.

Vá devagar: Caso você não possa ter um contato visual direto com o condutor do veículo (especialmente à noite), reduza sua velocidade de modo que você consiga parar a bicicleta rapidamente caso isso seja necessário. Isso pode ser um tanto inconveniente, mas ajuda bastante.

Pedale mais para a esquerda: Repare as duas linhas azuis “A” e “B” no diagrama. Você provavelmente trafegará pela linha “A”, mais próxima ao meio-fio ou guia devido ao risco de ser atingido por trás. Agora observe o carro: quando o motorista olha para a rua à sua frente antes de cruzá-la ele não olha para a ciclo-faixa ou para a área mais próxima do meio-fio, ele olha para o meio da faixa de rolamento da pista em busca de outros veículos. Quanto mais para a esquerda você estiver (linha “B”), maiores são as chances de ser visto. É claro que, trafegar muito deslocado à direita, pode torná-lo invisível aos motoristas em interseções e cruzamentos, porém, andando mais à esquerda, o risco de ser atingido por carros vindo de trás se torna maior. O seu posicionamento na faixa de rolamento pode variar de acordo com a largura da faixa, com a quantidade de carros no tráfego, se passam próximos demais ao ciclista e a sua distancia do próximo cruzamento. Em vias expressas com poucos cruzamentos, trafegue mais à direita, em vias com muitos cruzamentos, vá mais à esquerda. (Nota do blog: em situações onde o risco é muito grande, o melhor é parar e esperar o melhor momento para prosseguir).


2 – “A PORTA SURPRESA”: Um motorista de um carro estacionado à sua direita abre sua porta bem na sua frente e você vai direto de encontro a ela se não conseguir parar a tempo. Se tiver sorte, ele sairá do carro antes da colisão, assim o impacto com a porta será amortecido pelo mesmo. Caso contrario...

Como evitar:

Pedale mais à esquerda: Pedale a uma distancia suficiente para que você tenha tempo de desviar caso uma porta seja inesperadamente aberta e não seja possível parar. Você pode ter receio de que os carros não consigam passar com facilidade por você por estar mais ao centro da faixa, porém é muito mais provável ser nocauteado por uma porta do que ser atingido por trás por veículos que claramente podem vê-lo à frente. (Nota do blog: ao deslocar-se mais à esquerda, não o faça de modo inesperado e o veículo que se aproxima por trás estiver próximo de mais. Sinalize com antecedência sua manobra. Nas vias onde a velocidade do tráfego é compatível com a sua, pode ser melhor tomar todo o espaço da via ao desviar se para a esquerda, assim você evita que o motorista tente ultrapassa-lo em um espaço apertado demais. Volte à sua posição de trafego tão logo seja possível).

3 A LUZ VERMELHA DA MORTE: Você para a direita de um veículo já parado em um sinal vermelho. O motorista não lhe vê, quando o sinal abre, você segue em frente e o veículo vira à direita indo de encontro a você. Esta situação pode ocorrer mesmo com carros pequenos, mas torna-se extremamente perigosa caso o veículo seja um ônibus ou caminhão.

Como evitar:

Não pare no ponto cego: Simplesmente pare atrás do carro e não ao seu lado como indicado no diagrama. Isto o torna mais visível para todo o tráfego. É impossível que você não seja visto pelo condutor logo atrás quando você está exatamente à frente de seu veiculo. Outra opção é parar no ponto “A” indicado no diagrama abaixo, à frente do primeiro carro onde possa ser visto ou no ponto “B” atrás do primeiro veiculo e a uma distância segura do segundo de modo que ele possa vê-lo claramente. De nada adianta evitar parar a direita do primeiro carro se você comete o erro de fazê-lo em relação ao segundo. Se você escolheu parar no ponto “A “, arranque tão logo o sinal fique verde, antes do carro e cruze a rua. Não olhe para o motorista para ver se ele quer sair e entrar à direita, caso ele queira fazê-lo você estará no caminho dele. Por que permanecer no ponto “A” se você não está determinado a cruzar a via quando pode? Quando o sinal ficar verde simplesmente vá e vá rápido, mas certifique-se de que não há qualquer veiculo avançando o sinal vermelho da via à direita é claro.
Se você permanecer no ponto “B”, não passe o veiculo a sua frente quando o sinal abrir, continue atrás pois este pode virar a direita a qualquer momento na via, em um estacionamento, acesso de garagens, etc... Não confie no senso dos motoristas, tenha em mente que este pode realizar manobras inesperadamente sem sinalizar. A propósito, tenha cuidado ao ultrapassar carros parados pela direita para chegar ao Sinal, algum passageiro pode abrir uma porta para desembarcar sem você perceber.
Fonte: http://bicyclesafe.com/ Tradução e adaptação: CABT.

Continua em breve...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Revitalização da Ciclovia da Beira Rio ( Av. Adalberto B. Nunes )


Projeto: Esboço da obra da Beira Rio mostra mostra as novidades que a prefeitura vai apresentar no local.

Além de Volta Redonda, outras cidades da Região desenvolvem projetos semelhantes



Matéria publicada no jornal Diário do Vale em 27/01/08, coluna "Cidades", por Júlio Amaral.

Incentivo ao uso das bicicletas

Cidades da região desenvolvem projetos de ciclovias; Volta Redonda recebe investimento de R$ 2 milhões
Com o objetivo de reduzir o tráfego de veículos nas ruas das cidades, a emissão de poluentes e também incentivar a população na prática de esportes, através do ciclismo, algumas cidades da região estão desenvolvendo projetos para implantação de ciclovias em seus municípios. Em Volta Redonda, a bicicleta faz parte da história e da formação da cidade desde a sua origem, pois os primeiros trabalhadores que construíram a Companhia Siderúrgica Nacional e os primeiros funcionários da companhia sempre utilizaram a bicicleta como meio de transporte. Muitos utilizam até hoje e a proposta do governo estadual e da prefeitura é que esse número aumente nos próximos anos.Apesar do grande número de ciclistas na cidade - atualmente são 25 mil bicicletas - Volta Redonda só foi ter uma grande ciclovia na década de 80, com a construção da ciclovia da Beira-Rio, na Avenida Adalberto Nunes, com cerca de cinco quilômetros de extensão. Atualmente Volta Redonda possui oito quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em todo o município.Segundo a diretora Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU) de Volta Redonda, Maria Teresa Homem da Costa, a idéia de um sistema cicloviário na cidade é antiga, mas foi criando forma no governo do prefeito Gotardo Netto (PMDB). O plano foi incorporado ao projeto “Rio, Estado da Bicicleta”, criado pelo secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, com o objetivo de incentivar os municípios a implantarem ciclovias e bicicletários.Segundo Júlio Lopes, o projeto pretende criar uma nova cultura de transportes, despertar consciência ambiental, cidadania e qualidade de vida.- Queremos que a bicicleta, mais que um veículo, se torne parte dos equipamentos urbanos, contribuindo para melhorar a vida de todos. Em trechos de rodovias estaduais onde a bicicleta já é usada habitualmente, vamos construir ciclovias. Já planejamos ciclovias entre Cabo Frio e Búzios, Rio das Ostras e Macaé, Niterói e Itaboraí e nos trechos mais povoados ao longo dos 70 quilômetros do Arco Metropolitano. Serão construídas também ciclovias às margens dos rios, urbanizando trechos abandonados e transformando-os em ecovias - detalhou.Em Volta Redonda, o projeto de ciclovias está sendo desenvolvido pela prefeitura em parceria com o governo de estado através do IPPU e a Suser (Superintendência dos serviços Rodoviários). Segundo Maria Teresa, o Estado disponibilizou R$ 2 milhões para a obra da ciclovia em Volta Redonda, através de recursos do ministério das cidades e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A prefeitura vai arcar com 20% dos custos da obra.50 quilômetros de cicloviaDe acordo com a arquiteta Lúcia Ferreira, responsável pelo projeto, a ciclovia de Volta Redonda terá uma extensão de 50 quilômetros e vai fazer o anel cicloviário da CSN, com eixos interligando alguns bairros da cidade como Jardim Belvedere, Casa de Pedra e Siderópolis, na região sul da cidade, e Santo Agostinho, São Luiz e Santa Rita do Zarur, na região norte. Segundo Lúcia, alguns trechos já existem e serão reformados, como o trecho de Santa Cruz a Voldac e a pista de ciclismo da Beira Rio, que será toda reformada.No projeto está previsto ainda a instalação de semáforos em alguns trechos, criação de passarelas e paraciclos, com a função de estacionar a bicicleta.Para o diretor da Suser Marco Antônio dos Reis, a ciclovia será um grande incentivo para que os motoristas deixem o carro em casa e utilizem mais a bicicleta como meio de transporte para o trabalho e outros afazeres. “Nossa esperança é que, com a ciclovia em funcionamento, os ciclistas que possuam carro utilizem cada vez menos o seu veículo, reduzindo com isso o tráfego de veículos em Volta Redonda, que atualmente possui uma frota de 83 mil veículos, além de mais 10 a 15% de outras cidades circulando”, destacou.A Suser fará um trabalho de conscientização para a população. “Todos os motoristas, ciclistas e a guarda municipal receberão orientação para utilizarem com educação e precaução as pistas de ciclismo da cidade”, concluiu Marco Antônio.Projeto Beira-Rio vai receber investimentos de R$ 9 milhõesSegundo a diretora do IPPU, Maria Teresa, a prefeitura está desenvolvendo um outro projeto para a reforma da ciclovia da Beira-Rio, e já recebeu R$ 1,5 milhão do Ministério das Cidades para a obra. A obra deve começar em fevereiro e está orçada R$ 9 milhões, com previsão de inauguração até junho.O projeto tem como objetivo a revitalização e reurbanização ao longo da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, em toda a extensão dos cinco quilômetros iniciais da pista de ciclismo, na Avenida Adalberto Nunes. Além da reforma da pista de ciclismo, será reformado o calçamento, quadras de esportes, serão instalados novos pontos de ônibus, a iluminação será trocada e serão plantadas mais mudas de árvores nas margens do rio.Também serão criados espaços alternativos para exposições de artes e artesanatos, anfiteatro ao ar livre e o Museu da Água.
Resende e Barra Mansa também investem em projetos parecidos
O Departamento de Transporte e Mobilidade (DTM) de Resende tem como meta a construção de 20 quilômetros de ciclovias ligando os bairros Cidade Alegria ao centro de cidade, através de dois itinerários, um pelo bairro de Itapuca e outro via parque de exposição. O projeto, realizado em parceria entre prefeitura e governo federal, está na fase de detalhamento, mas a obra deve ser concluída em dezembro. Dos vinte quilômetros previstos, quatro já foram construídos mas já precisam ser restaurados.Pelos cálculos de Simone da Costa, coordenadora do DTM, será preciso R$ 2,5 milhões para colocar o projeto em prática. A prefeitura entraria com 10% (R$ 250 mil) como contrapartida ao investimento federal. “Estamos estudando os melhores locais para o trajeto da ciclovia e apontando os pontos críticos”, disse Simone, acrescentando que a ciclovia vai desafogar o trânsito da cidade, melhorando o tráfego de veículos e aumentando o número de vagas.
Em BM, obra só depois da saída do pátio de manobras
Segundo o secretário de Obras de Barra Mansa, José Renato, a prefeitura tem um projeto de ciclovias para ser implantado na cidade, mas apenas para depois que forem encerradas as obras de mudança do parque de manobras.“Hoje a ferrovia ocupa uma faixa muito larga da cidade, chegando em alguns trechos a ocupar 60 metros de largura, como no trecho em frente à prefeitura. Com a redução da faixa de manobra, a largura ficará reduzida a 18 metros, permitindo a construção de várias avenidas e ciclovias “, destacou.Segundo o secretário, a prefeitura já tem uma experiência bem sucedida no bairro Saudade, onde em 2004, foi construída uma ciclofaixa de três quilômetros de extensão.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Volta Redonda terá 3,5 milhões para investir em CICLOVIAS

Volta Redonda
O prefeito Gotardo Netto (PMDB) informou ontem que Volta Redonda foi escolhida pelo Governo do Estado como cidade-piloto para receber o projeto “Rio – Estado da Bicicleta” – da secretaria estadual de Transportes - que pretende incentivar o uso de bicicletas como opção de transporte em todo o estado (ver box). Gotardo disse ainda que o ministro das Cidades, Márcio Fortes, liberou mais R$ 2 milhões para a construção de ciclovias na cidade. Fortes já havia liberado anteriormente R$ 1,5 milhão, que, segundo o prefeito, serão usados na obra de revitalização da Avenida Beira Rio, que também vai receber uma ciclovia. A decisão foi tomada pelo Governo do Estado anteontem, durante a apresentação do projeto ao governador Sérgio Cabral (PMDB).Gotardo explicou que técnicos da secretaria de Transportes estiveram na cidade há cerca de duas semanas, para apresentar o projeto e colher dados da prefeitura sobre a malha viária e a geografia da cidade. Esse trabalho está sendo feito pelo governo em todos os municípios do estado. O prefeito disse que durante a reunião com os técnicos apresentou os projetos da prefeitura para a área, elaborados pelo IPPU (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano).“Nós já tínhamos um estudo prévio, feito pelo IPPU, para a implantação de ciclovias em toda a cidade. Quando mostrei esse projeto – que tem o apoio do ministro Márcio Fortes – a equipe do estado ficou muito entusiasmada”, disse Gotardo, que na ocasião já havia sugerido que Volta Redonda poderia receber o projeto-piloto. “Eu sugeri que a cidade fosse a primeira do interior a receber o projeto. Volta Redonda tem uma ligação muito forte com a bicicleta”, disse o prefeito, se referindo aos primórdios da construção da cidade, quando todo o deslocamento era feito basicamente de bicicleta, e o hábito de vários de muitos funcionários da CSN, que optam pelo veículo como principal meio de transporte.
Apresentação para governador
Gotardo disse que depois da visita dos técnicos do estado, foi na semana passada apresentar o projeto ao secretário de Transportes Júlio Lopes. “O Júlio Lopes esteve em Vassouras na sexta-feira passada, e fomos eu e o Paulo Barenco (diretor de trânsito da Suser – Superintendência de Serviços Rodoviários) apresentar o projeto á ele, que ficou muito entusiasmado. O secretário nos convidou então para participar da apresentação do projeto do Estado para o governador Sérgio Cabral”, contou.O prefeito afirmou que foram chamados para participar da apresentação – também para mostrar os projetos municipais na área – todos os 92 municípios fluminenses, mas somente Niterói, Resende e Volta Redonda tinham projetos de implantação de ciclovias de forma maciça. Na apresentação dos projetos municipais, segundo contou Gotardo, Júlio Lopes considerou o projeto de Volta Redonda o mais completo, e a cidade foi escolhida como sede do projeto-piloto. “O secretário de Transportes considerou a proposta de Volta Redonda como a mais completa, e por conta disso escolheu a cidade para receber o projeto-piloto”, disse o prefeito. Na apresentação do projeto, participaram vários secretários estaduais, como o de Saúde, Sérgio Cortes, o de Educação Nelson Maculan, além do cônsul da França, Hugues Goisbault, já que a proposta que está sendo estudada para o estado é baseada na que funciona em Paris, capital francesa. Ao final da apresentação, o pai do governador Sérgio Cabral Filho, o jornalista Sérgio Cabral, foi homenageado, por ter criado, junto com o atual secretário de Ambiente, Carlos Minc (PT), o primeiro projeto de cicloviário para a cidade do Rio de Janeiro, em 1987, quando era secretário municipal de Esportes.
“Projeto é audacioso”, diz Gotardo
O prefeito Gotardo Netto considerou a proposta do governo estadual como “audaciosa”, e afirmou que a escolha de Volta Redonda para receber o projeto-piloto é motivo de “orgulho”. Gotardo observou ainda que o projeto traz diversas vantagens.“O projeto do Governo do Estrado é muito audacioso, e a escolha de Volta Redonda para receber o piloto nos enche de orgulho. O projeto é bom do ponto de vista da Saúde, é ecologicamente correto, e, mais importante que tudo, traz mobilidade social, já que a bicicleta é o meio de transporte mais barato que existe”, avaliou o prefeito, que completou: “para se ter uma idéia, 20% da população da cidade anda a pé, porque não tem dinheiro para passagens de ônibus”.Segundo Gotardo, com os R$ 2 milhões recebidos do Ministério das Cidades será feita a ligação entre as centralidades de Volta Redonda. “Com o dinheiro liberado pelo ministro Márcio Fortes, vamos fazer muita coisa, e a principal delas é a ligação entre as centralidades da cidade, em uma ciclovia que irá do Retiro até a Ponte Alta”, disse o prefeito.
Com o slogan ‘Vá de bicicleta. Faz bem para você. Faz bem para o Rio!’
A secretaria estadual de Transportes quer transformar a bicicleta como uma alternativa de transporte urbano em todo o estado, integrando-a aos outros modais de transportes. Entre as metas do projeto estão a construção de projetos cicloviários nos municípios fluminenses e a implantação de ciclovias intermunicipais, entre outras ações. Segundo Julio Lopes, em sua apresentação no Palácio Guanabara, o alvo do projeto são as pessoas que estão excluídas do sistema de transportes públicos. “A idéia é que o cidadão percorra o primeiro trecho, de casa até os terminais de ônibus, pedalando de três a quatro quilômetros, economizando tempo e dinheiro, praticando uma atividade saudável e contribuindo para melhorar a qualidade do ar. Estamos estudando a implantação de bicicletários públicos, já bastante difundidos na Europa, onde as pessoas poderão alugar uma bicicleta, ir até outro ponto da cidade, devolvê-la em outro bicicletário, e seguir seu destino”, explicou o secretário. O projeto pretende repetir experiências bem sucedidas como as de Bogotá, Londres, Lyon, Copenhagen, Barcelona, Berlim e Frankfurt, entre outras, e estimular a cultura do uso da bicicleta como transporte e não somente para lazer. A título de exemplo, o secretário de transportes explicou que o Rio tem a segunda malha cicloviária da América Latina, atrás apenas da de Bogotá. Ele disse que a idéia do “Rio - Estado da Bicicleta” é provocar uma revolução no sistema de transportes e na qualidade de vida da população. O secretário lembrou que a tarefa de criar a infra-estrutura que o ciclista precisa para usar a bicicleta - como a criação de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários - é dos municípios, mas que o “Rio - Estado da Bicicleta” pretende ser um “guarda-chuva” e apoiar os prefeitos na criação das condições adequadas para o uso da bicicleta rotineiramente. “Sabemos que esta é uma tarefa de cada município, onde já há projetos prontos para sair do papel. O que nós queremos é apoiar as prefeituras, ajudar a captar recursos, oferecer parceria. Já estamos negociando com o Banco Mundial e com outras instituições essa ajuda. Já estamos também conversando com vários prefeitos, que têm se entusiasmado com a idéia do projeto” disse Lopes. O “Rio - Estado da Bicicleta” prevê também a construção de ecovias às margens de rios, programas de educação para o trânsito, em parceria com as demais secretarias estaduais, órgãos de trânsito do estado e dos municípios, campanhas de divulgação intensivas e segmentadas e a realização de tours e provas ciclísticas por todo o estado, com o objetivo de disseminar o uso da bicicleta.
Materia publicada no Jornal DIÁRIO DO VALE do dia 24/01/2008

domingo, 13 de janeiro de 2008

Boas Notícias para Volta Redonda II.

Matéria publicada no jornal Diário do Vale, em 09/01/2008, na coluna "Mosaico".

Bicicleta

O prefeito Gotardo Netto (PMDB) recebeu ontem a visita de técnicos da secretaria estadual de Transportes, que estão colhendo dados com os municípios para a implantação do projeto “Rio – Estado da Bicicleta”, que deve ser lançado em breve pelo governador Sérgio Cabral.

Incentivo

A idéia do projeto é transformar a bicicleta um dos principais meios de transporte no estado. Para isso, os técnicos afirmaram que será necessário um investimento maciço em educação, conscientização e infra-estrutura.

Ciclovias

Atualmente com oito quilômetros de ciclovias e quatro quilômetros de ciclofaixas – e com planos da prefeitura de construir mais 35 quilômetros de ciclovias - Volta Redonda é uma séria candidata a receber o projeto piloto no interior.Inclusive, foi essa a sugestão de Gotardo aos técnicos do estado, que gostaram da idéia.

História antiga

Entre outros argumentos, o prefeito afirmou que a cidade tem uma ligação histórica e afetiva com as bicicletas, principal meio de transporte dos chamados “arigós”, operários que participaram da construção da Usina Presidente Vargas, e portanto, da cidade.

Fonte: http://www.diarioon.com.br/arquivo/5020/mosaico/mosaico-1842.htm
Boas Notícias Para Volta Redonda I

Matéria publicada no Jornal Diário do Vale, em 08/01/2008, na coluna " Mosaico".


‘Papai Márcio’

O prefeito Gotardo Netto (PMDB) usou ontem o apelido que criou para o governador Sérgio Cabral (PMDB) – ‘Papai Cabral’ – para o ministro das Cidades, Márcio Fortes.
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‘Papai Márcio’, como chamou Gotardo, confirmou a liberação de R$ 1,5 milhão para a construção de uma ciclovia na avenida Beira Rio, como parte da reformulação da via.
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Aliás...Hoje, às 10h, o prefeito recebe a visita de um assessor da secretaria estadual de Transportes, que vem conversar sobre o projeto da ciclovia e os bicicletários que deverão ser instalados em Volta Redonda.O Governo do Estado está desenvolvendo um programa para incentivar o uso da bicicleta em todo o estado.

Fonte: http://www.diarioon.com.br/arquivo/5019/mosaico/mosaico-1841.htm

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Projeto "Rio - O Estado da Bicicleta" atrai especialistas holandeses


Foi dado o primeiro passo para a implantação do projeto "Rio de Janeiro - O Estado da Bicicleta". O secretário de Transportes, Julio Lopes, e o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, assinaram, nesta sexta-feira (23), um termo de cooperação com a ONG holandesa Interface for Cycling Expertise (I-CE), consultora na área de logística, infra-estrutura e treinamento para uso da bicicleta como meio de transporte urbano.
- No Brasil, o Estado do Rio de Janeiro é o primeiro a investir na bicicleta como meio de transporte urbano e não somente como lazer. O usuário vai utilizar a bicicleta no primeiro trecho da sua viagem, encurtando o tempo que leva para chegar aos outros modais e ainda economiza no bolso - explicou Julio Lopes.
O uso da bicicleta na cidade de Niterói poderá ser uma solução para o trânsito nas principais vias de acesso à cidade, como a Niterói-Manilha e a Alameda São Boa Ventura. Entusiasmado com o projeto, o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, vai estudar o projeto para avaliar quais os primeiros locais que poderão receber as ciclovias e bicicletários.
- Fiquei muito interessado nos benefícios que a cultura da bicicleta traz para a vida da cidade. Vou fazer uma análise técnica para escolher áreas-piloto que servirão de experiência e, com o aumento da demanda, ampliar por toda a cidade - analisou.
No Rio já começaram os trabalhos técnicos. Nesta quinta-feira (22), os representantes da ONG I-CE visitaram as estações de trem e metrô da Pavuna e encontraram bons terrenos para a construção de bicicletários. Aquele que for usuário do metrô poderá guardar sua bicicleta de graça e com segurança, afirmou o gerente de Projetos Especiais do Metrô, Eli Canetti. As estações de Inhaúma e Cantagalo também ganharão bicicletários nesta fase de experimentação.
E quem vai de trem também pode ficar despreocupado. A Supervia é parceira da secretaria neste projeto e incentiva a construção de bicicletários em seus terminais. No município de Duque de Caxias, por exemplo, foi dado o sinal verde nas estações de Saracuruna, Gramacho, Imbariê, Parada Angélica, Campos Elísios e Jardim Primavera que, juntas, recebem, em média, 22 mil pessoas por dia.
De acordo com o secretario, a construção de bicicletários nas estações de trem, metrô, ônibus e barcas, ajudará o cidadão a chegar mais cedo ao seu destino, já que, geralmente, esses terminais estão a três ou quatro quilômetros de distância de suas casas. Além disso, pedalar é um hábito saudável e ecologicamente correto, afirma.
- Essa é uma tendência mundial. Em cidades como Paris, Lyon, Londres, Amsterdã e Berlim, a população já desenvolveu o hábito de usar a bicicleta em deslocamentos curtos. A convivência com os outros meios de transporte é tanta que os ciclistas circulam nas faixas exclusivas para ônibus. É mais barato, não polui e ainda emagrece, ressalta Lopes.
A ONG I-CE, fundada na Holanda em 1996, oferece consultaria no planejamento de programas cicloviários em países em desenvolvimento, como África do Sul, Índia, Colômbia, Gana, Kenia e Sri Lanka, entre outros. A empresa desenvolve os trajetos das ciclovias, os planos de integração com os meios de transportes convencionais, avalia os melhores locais para instalação de bicicletários, fornece treinamentos para políticas de educação no trânsito, entre outros serviços.
Os holandeses podem ser considerados um dos povos que mais utilizam a bicicleta como meio de transporte em suas rotinas. Segundo o consultor da I-CE, Tom Godefrooij, 27% de toda a população utiliza a bicicleta em algum momento do seu deslocamento diário e em grandes cidades como Amsterdã e Delft, a bicicleta chega a ser, depois do carro, o segundo veículo mais utilizado por 40% dos habitantes.

Fonte: http://www.sectran.rj.gov.br/noticia_20.html