quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ciclovias em Volta Redonda

O prefeito Gotardo Netto assinou anteontem com a Caixa Econômica Federal o convênio que repassa mais R$ 1 milhão do Ministério das Cidades para a construção de ciclovias na cidade.Segundo o prefeito, ainda não foi definido aonde será aplicada a verba, mas é provável que ela atenda a “perna” do projeto que liga o bairro Santo Agostinho ao anel cicloviário da cidade.
Fonte: Diário do Vale

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Alta nos preços do petróleo e o transporte alternativo.

Por CABT


Quero dizer algo baseado nas noticias que vemos e lemos todos os dias nos jornais e telejornais: Essa disparada louca nos preços do petróleo vai nos fazer repensar o uso de nossos automóveis ( quem sabe até transporte público ). Especulações ou não, há quem diga ( especialistas e analistas ) que o preço pode bater na casa dos U$ 150,00 o barril logo logo e, se nenhum "dispositivo de segurança" contra essa tendência for criada, o céu ( U$ 200,00 !!! ) é o limite. Se este cenário permanecer, vai ser difícil estacionar ao lado de uma bomba nos postos de combustíveis e encontrar lá os preços que achamos hoje. Temos carros flex e biocombustível? Sim, temos. Mas acredito eu ( que não sou especialista em nada ) que essa frota equipada com motores flexíveis que já é considerável estará mais sedenta ainda por álcool e com uma grande demanda pressionando a produção os preços... Mas nesse caso o governo poderia intervir. Ainda na questão dos biocombustíveis, o bloco europeu faz pressão quanto ao uso em larga escala alegando que tal prática põe em risco a oferta de alimentos no mundo, sobretudo às populações mais pobres. Teme-se que terras destinadas ao cultivo de alimentos base na dieta humana ( no Brasil e em países mais pobres que vêem nas lavrouras destinadas à produção de combustível uma fonte de renda para as populações carentes ), possam perder espaço para as culturas destinadas à biocombustíveis como o etanol. Pessoalmente, eu acho absurdo mesmo é usar um cereal como o milho, do qual se faz o etanol nos EUA, que é base na alimentação em muitos países para esta finalidade. Quanto ao GNV, eu torço pra que o Sr. Morales não resolva criar mais problemas ainda com as exportações de gás no que diz respeito a preços e quantidades previstas em contratos. O sinal amarelo ( ou vermelho, como queiram ) já foi acesso. Os países da OPEP dizem que não há mais como aumentar a produção de modo a satisfazer com folga a demanda que cresceu muito, a curto prazo. Que os carros eletricos e também os híbridos ( que usam motores a explosão em conjunto com eletricos ) estão aí e já evoluíram bastante, nós sabemos. O desafio é torná-los, ao menos, tão acessíveis quanto aos modelos de hoje. O hidrogênio é uma boa fonte e limpa por sinal, mas o processo de obtenção e armazenamento infelizmente ainda é caro e ainda tem a questão da autonomia que precisa melhorar. Mas evidentemente, será necessário encontar soluções para estes problemas em pouco tempo. O mundo já deveria ter reduzido sua dependência por hidrocarbonetos há tempos e , como sabemos, os barões e senhores do petróleo, por várias vezes, buscaram barrar o desenvolvimento de tecnologias que realmente representassem algum risco à supremacia do "ouro negro". E não foram poucas as tentativas. Só por exemplo, existia , já nos meados dos anos 80, um motor totalmente movido a óleos vegetais; do simples óleo de soja ao óleo de manona ou algodão, até mesmo óleo já usado numa fritura servia ( foi inclusive testado aqui no Brasil ) - http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=44977 . Esse motor inexplicavelmente sumiu na época. Hoje ele reaparece acompanhado de um nome bastante familiar para nós: Biodiesel. O que eu quis dizer com esse discurso todo é que o meio de transporte alternativo está aí, o investimento em infraestrutura parece que vai mesmo acontecer. Utilizá-lo pode a vir tornar-se mais uma questão de necessidade do que opção. Eu espero que o projeto seja bem elaborado e que nós possamos abraçar a ideia que aliás, é até benéfica para nossa cidade em termos ambientais. Quem mais sofre com essa inevitável pressão nos preços dos combustíveis é a população de menor renda que já há bastante tempo, utiliza em nossa cidade a bicicleta como meio de transporte como alternativa de fazer "render" mais seus salários. Tudo isso sem falar no repasse desses reajustes aos preços dos alimentos que, como praticamente tudo que é produzido neste país, é transportado por rodovias em caminhões. Mas esta é uma outra questão, muito preocupante e grave reconheço, mas que foge um pouco ao objetivo do blog ;). ( o que não quer dizer que não possamos debater a ideia! Comentem! )
Obrigado
CEF aprova projeto de ciclovias em VR

Convênio de R$ 2,2 milhões deve ser assinado na segunda-feira; projeto prevê 50 quilômetros de ciclovias na cidade

Volta Redonda - O prefeito Gotardo Netto (PMDB) informou que o projeto de ciclovias de Volta Redonda - integrado ao programa “Rio, Estado da Bicicleta”, do Governo do Estado - foi aprovado pela Caixa Econômica Federal (CEF). O convênio entre a prefeitura e a CEF, no valor de R$ 2,2 milhões, deve ser assinado na segunda-feira. A verba é proveniente do Ministério das Cidades, por meio do Programa de Mobilidade Urbana. Segundo o prefeito, as obras devem começar até o meio do ano.- Segunda-feira assinamos o convênio com a CEF, e a licitação deve sair em trinta dias. Até o meio do ano as obras devem ser iniciadas, e devem durar cerca de quatro meses - explicou Gotardo. Em Volta Redonda, o projeto está sendo elaborado pelo IPPU (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano) e pela Suser (Superintendência de Serviços Rodoviários), em parceria com a Secretaria Estadual de Transportes. O projeto prevê 50 quilômetros de ciclovias, ligando os bairros Jardim Belvedere, Casa de Pedra e Siderópolis, na região sul da cidade e Santo Agostinho, São Luiz e Santa Rita do Zarur, na região norte. Gotardo afirmou que o projeto é “a concretização de um sonho”.- Mais uma vez o corpo técnico da prefeitura está transformando um sonho em realidade - disse o prefeito. Gotardo destacou ainda a parceria com os governos federal e estadual para a realização da obra.- Temos que ressaltar a parceria entre o governo do estado, com o secretário (de Transportes) Júlio Lopes e com o Governo Federal, com o ministro (das Cidades) Márcio Fortes. São grandes parceiros e incentivadores desse projeto - afirmou.Cidades-pilotoVolta Redonda, Niterói e Resende foram escolhidas pelo Governo do Estado como cidades-piloto para a implantação do projeto “Rio, Estado da Bicicleta”. O governador Sérgio Cabral, em viagem á França na semana passada, disse que quer implantar nessas cidades o Velib - sistema de bicicletas públicas que tem forte presença na Europa. Gotardo explicou que técnicos da secretaria de Transportes já estiveram na cidade, para apresentar o projeto do governo estadual e colher dados da prefeitura sobre a malha viária e a geografia da cidade. Esse trabalho está sendo feito pelo governo em todos os municípios do estado. O prefeito disse ainda que durante a reunião com os técnicos apresentou os projetos da prefeitura para a área, elaborados pelo IPPU.- Nós já tínhamos um estudo prévio, feito pelo IPPU, para a implantação de ciclovias em toda a cidade. Quando mostrei esse projeto - que tem o apoio do ministro Márcio Fortes - a equipe do estado ficou muito entusiasmada - disse Gotardo. O prefeito ressaltou a ligação da cidade com a bicicleta, que vem desde a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o hábito de vários de muitos funcionários da CSN, que ainda optam pelo veículo como principal meio de transporte.Nelson Gonçalves propôs projeto na AlerjO projeto de lei do deputado estadual Nelson Gonçalves (PMDB) de incentivo ao uso de bicicletas, que está anexado a outro projeto já aprovado pela Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), ganhou reforço com as declarações de Cabral na França. O objetivo do governador é o mesmo proposto no projeto pelo deputado, ou seja, melhorar a qualidade de vida da população, reduzir os níveis de poluição, além de ampliar os espaços públicos ocupados por estacionamento de veículos. “A bicicleta é um transporte alternativo que só traz benefícios para a população, um deles é a oportunidade de exercícios físicos”, ressaltou o deputado. De acordo com o projeto defendido por Nelson, o Poder Executivo deverá estimular a implantação de ciclovias e de espaços públicos reservados às bicicletas e usuários. O Executivo deverá ainda, de acordo com projeto, realizar campanhas educativas voltadas ao uso de bicicletas. - Cidades como Volta Redonda, por exemplo, já sofrem com o número exagerado de carros pelas ruas, causando transtornos ao trânsito e, principalmente, ao meio ambiente. A iniciativa do governador de lançar esse projeto aqui no interior me deixa realizado - ressaltou.O governador Sérgio Cabral pretende, através do incentivo ao uso da bicicleta, realizar a integração do transporte. Em Niterói o governador anunciou que o programa vai contar, inicialmente, com cem bicicletas ligando a estação das barcas à Universidade Federal Fluminense, no bairro de São Domingos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Conheça o Desafio Intermodal

É uma espécie de prova em que pessoas partem de um ponto comum e com o mesmo destino, no horário de pico em grandes cidades, em meios de transporte diferentes, como carro, moto, táxi, ônibus, metrô e, claro, bicicleta. O desafio também inclui a integração de meios de transporte, por exemplo, metrô e ônibus. Independentemente do meio utilizado, todos os participantes devem respeitar as regras de trânsito. A idéia é mostrar que a bike é um meio de transporte, muitas vezes, mais rápido, e com outras vantagens como proporcionar uma sensação de prazer e bem-estar maior ao usuário no fim de um percurso. Confira alguns links sobre o Desafio Intermodal, que já acontece em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo capital, Santo André, no ABC Paulista, e Belo Horizonte.

Veja o relatório do Desafio Intermodal 2007 de Belo Horizonte:
http://mountainbikebh.com.br/22setembro/di/RelatorioFinal.pdf

Veja o relatório do Desafio Intermodal 2006 do Rio de Janeiro: http://www.transporteativo.org.br/site/Banco/5imprensa/Desafio/RelatorioDITA.pdf

*******
Fonte: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/064/pe_no_chao/conteudo_270271.shtml

Que tal fazer algo parecido em Volta Redonda ??
Programa vai incentivar a implantação de infra-estrutura cicloviária em municípios Da Agência Brasil


Brasília - Um programa do Ministério das Cidades, em parceria com o Bicycle Partnership Program (BPP), quer ampliar a discussão sobre a implantação de infra-estruturas cicloviárias nos municípios brasileiros e estimular o uso da bicicleta. Durante 0 dia 09 do mês de Abril deste ano, a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SeMob) promoveu um workshop do programa Bicicleta Brasil para debater os principais desafios para o desenvolvimento de iniciativas que incentivem o uso de bicicletas em cidades.O Bicycle Partnership Program (BPP) é um programa de cooperação internacional, desenvolvido com recursos do Ministério das Relações Exteriores da Holanda, e que tem o apoio da Embaixada da Holanda no Brasil. O intuito do BPP é contribuir para o planejamento e desenho espacial sustentável de cidades da Ásia, África e América Latina proporcionando redução da pobreza e melhoria da qualidade do ar. Segundo o coordenador do Bicicleta Brasil, João Alencar Oliveira Junior, na América Latina, o foco do BPP é o Brasil, por causa da existência do programa federal brasileiro desenvolvido pela SeMob e da União de Ciclistas do Brasil (UCB). Para Oliveira Junior, o Bicicleta Brasil irá melhorar as áreas de trânsito, saúde, meio ambiente, esporte e educação.“O Bicicleta Brasil proporcionará à população da localidade que inserir a ciclovia uma excelente qualidade de vida, saúde e bem-estar”, disse.O coordenador esclareceu que o programa não irá construir ciclovias, mas incentivar a construção desses espaços. Na opinião de Oliveira Junior, o Bicicleta Brasil vai gerar impacto da mobilidade, pois 85% da população brasileira não possui automóvel e em todas as grandes cidades os carros ocupam mais de 75% de todo o espaço viário disponível. Segundo ele, 6 bicicletas podem andar no mesmo espaço de um carro na rua, e 20 podem ser estacionadas em uma vaga para automóvel.De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de bicicletas, perdendo apenas para China e Índia.''
Rio terá sistema de bicicletas públicas similar ao de Paris, diz Cabral

ANA CAROLINA MORAES - De Paris

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que vai levar para municípios do Estado um sistema de aluguel de bicicletas públicas similar ao de Paris. Cabral participou na segunda-feira, na capital francesa, de uma reunião com o prefeito Bertrand Delanoë para avaliar o projeto de Paris, chamado Vélib, que foi implantado em julho do ano passado. Segundo Cabral, o objetivo é integrar a bicicleta como nova opção de transporte. "A bicicleta no Brasil é vista como um instrumento de lazer, nós queremos que ela se transforme em um instrumento do cotidiano, integrado à rede pública de transporte", afirmou Cabral durante a visita a Paris. Na capital francesa, foram instaladas mais de 1,4 mil estações com cerca de 20 mil bicicletas, que funcionam como um sistema de aluguéis. As bicicletas podem ser retiradas e devolvidas em qualquer um dos bicicletários do sistema Vélib.
Segurança
Questionado sobre a questão da segurança e de possíveis atos de vandalismo, o governador deu a entender que o problema não será muito diferente do verificado em Paris, onde "30% das bicicletas foram roubadas ou depenadas desde julho do ano passado". O secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, disse, entretanto, que as bicicletas vão integrar o sistema de administração Rio Card e que serão equipadas com um chip, como um telefone celular, para serem localizadas onde estiverem. De acordo com Cabral, inicialmente as estações vão ligar bairros da capital e de outros municípios fluminenses às principais estações de metrô, ônibus e barcas. As primeiras cidades a adotar as bicicletas públicas serão Niterói, Volta Redonda e Resende, mas há também projetos para a instalação de bicicletários no Rio de Janeiro, ligando os subúrbios a estações centrais. "O Rio é a cidade da América Latina que tem a segunda maior extensão de ciclovia, com 150 km, e Paris hoje tem 400 km de ciclovias. E o projeto não é só para praia de Copacabana, Ipanema e Leblon. É para o povo pobre da Baixada, do subúrbio usar", disse Cabral. Em Niterói, a empresa Clear Channel venceu a licitação para a implantação de cem bicicletas ligando bairros do município às estações das barcas, que fazem a ligação com a cidade do Rio de Janeiro. Na Baixada Fluminense, o governo vai utilizar verbas do PAC, que estão sendo empregadas para o projeto de dragagem do Rio Sarapuí, para a construção de ciclovias em áreas em que houver remanejo de moradores.
Missão empresarial
Os projetos municipais são feitos com apoio do governo do Rio de Janeiro e integram o projeto estadual "Rio - Estado da bicicleta". Os prazos para a implantação das primeiras bicicletas públicas não foram confirmados pelo governador. "Não posso precisar datas, porque depende de importação de equipamentos e várias questões que ainda estão sendo resolvidas", disse Cabral. O governador está em Paris para uma visita de três dias com o objetivo de reforçar as relações com o governo francês, atrair investimentos diretos em áreas como transportes, energia, turismo e aeronáutica e promover o intercâmbio de políticas públicas. Cabral também se reuniu em Paris com o ministro do Meio Ambiente, Jean-Louis Borloo, e empresários franceses, entre eles a direção grupo L'Oreal, que anunciou a criação de um centro de pesquisas de novos produtos no Estado do Rio, com investimento de US$ 50 milhões (cerca de R$ 82,5 milhões).

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Resende investe em ciclovias e navegação fluvial

Resende busca alternativas para fazer com que a população use outros meios de locomoção no lugar dos carros, reduzindo o fluxo de trânsito na cidade. Uma pesquisa, iniciada no segundo semestre do ano passado e concluída no início de 2008, entrevistou 3.006 pessoas em 11 regiões da cidade. A idéia da pesquisa foi auxiliar a equipe técnica da revisão do Plano Diretor Participativo e auxiliar a Prefeitura na elaboração de políticas para o trânsito. Os bairros pesquisados foram Cidade Alegria, Manejo, Paraíso, Santo Amaro, Centro, região da Dutra, Surubi, Itapuca, Casa da Lua, Engenheiro Passos, Jardim Brasília e distritos. As informações foram passadas pela coordenadora do DTM, Simone da Costa, que coordenou os 30 pesquisadores. Pelo resultado da pesquisa, 38,6% dos entrevistados vão de ônibus ao trabalho e 24,9% a pé. Outros 18,9% optam pelo carro e 11,3% usam a bicicleta para chegar ao local onde trabalham. Quando questionado sobre qual o principal meio de transporte utilizado na hora de estudar, o resultado seguiu a mesma tendência do deslocamento para o trabalho. A lista é encabeçada também pelos ônibus, com 47% dos entrevistados usando coletivos para chegar a um estabelecimento de ensino, seguido pelo deslocamento a pé, com 35,6%. Doze por cento dos entrevistados vão ao colégio de carro e 4,1% de bicicleta. Ainda de acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados possuem pelo menos um carro na garagem, 5% dois veículos e 1% três ou mais veículos. Em contraponto, ainda segundo a pesquisa, 51% não têm automóvel. Além disso, outro projeto para desafogar o trânsito em Resende é o projeto de navegabilidade pelo Rio Paraíba do Sul com a utilização de uma chalana. Inicialmente a embarcação, com capacidade para 16 pessoas, será utilizada para passeios turísticos em percursos de ida e volta com tempo entre 40 minutos e uma hora, saindo do Centro até a ponte do Acesso Oeste. No futuro o projeto poderá ser expandido entre os trechos do Pólo Industrial até o município de Itatiaia. Para isso seriam usadas embarcações de dimensões maiores, com capacidade para aproximadamente 60 passageiros. Isso irá facilitar o deslocamento das pessoas por toda a região e desafogar o trânsito, contribuindo ainda para o meio ambiente.

sábado, 10 de maio de 2008

Inauguração de ponte em SP tem protesto por moradia e ciclovias
Ciclistas criticaram ausência das bicicletas na política de transportes municipal.Moradores de favelas da região protestaram contra remoção de famílias
.
Nem tudo foi festa na manhã deste sábado (10) durante a inauguração da Ponte Octavio Frias de Oliveira, na Zona Sul de São Paulo. Ao mesmo tempo em que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) fazia seu discurso, um grupo de manifestantes gritava palavras de ordem contra a obra. Ciclistas e representantes de moradores das favelas situadas ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho chegaram cedo ao evento para fazer barulho. Os adeptos da bicicletas buscavam chamar a atenção para a política de transportes na cidade, enquantos os demais criticavam a oferta de novas moradias para pessoas carentes na região. O cicloativista Thiago Benichio, um dos que adotou o apelido “Estilingão” para se referir à ponte estaiada, afirma que cerca de 80 pessoas protestaram no local. A reunião, que terminou com um piquenique no asfalto, foi organizada pela internet.Uma das críticas do grupo é de que a nova obra não atende à legislação municipal que prevê a inserção das bicicletas no sistema viário. A lei 14.266, sancionada em fevereiro de 2007 pelo prefeito Gilberto Kassab, estipula no artigo 11 que “as novas vias públicas, incluindo pontes, viadutos e túneis, devem prever espaços destinados ao acesso e circulação de bicicletas”. “É uma ponte que só privilegia o transporte que já se mostrou ineficaz na cidade, basta ver o recorde de congestionamento de ontem. Ela é um símbolo da insistência de privilegiar o que é um erro”, disse o cicloativista. Em outra das alças de acesso da ponte, no lado oposto ao dos ciclistas, estavam moradores que reclamam do custo da obra e das ações da prefeitura para retirada de moradores da região. Alguns representantes do movimento chegaram a levar faixam em que afirmam estar em curso uma "limpeza social" na região.A administração municipal afirma que, após a inauguração da ponte, continuará o projeto da Operação Urbana Água Espraiada, um conjunto de intervenções para a reurbanização de favelas na região. Iniciamente, estão previstos três conjuntos habitacionais, que vão oferecer 1016 unidades. Entretanto, os manifestantes afirmam que o déficit na região é de 8,5 mil. Nos discursos, tanto o prefeito quanto o governador ressaltaram a importância da obra para a cidade, mas reafirmaram compromisso com as obras sociais. Kassab ressaltou que o maior compromisso de seu governo são os investimentos no setor social. “Reduzimos o número de grandes obras. Por isso, selecionamos com critério as poucas obras”. O governador José Serra lembrou que a prefeitura já começou a trabalhar nos projetos e o estado irá apoiar construindo conjuntos habitacionais para os moradores das favelas na região da avenida.