sexta-feira, 23 de maio de 2008

Alta nos preços do petróleo e o transporte alternativo.

Por CABT


Quero dizer algo baseado nas noticias que vemos e lemos todos os dias nos jornais e telejornais: Essa disparada louca nos preços do petróleo vai nos fazer repensar o uso de nossos automóveis ( quem sabe até transporte público ). Especulações ou não, há quem diga ( especialistas e analistas ) que o preço pode bater na casa dos U$ 150,00 o barril logo logo e, se nenhum "dispositivo de segurança" contra essa tendência for criada, o céu ( U$ 200,00 !!! ) é o limite. Se este cenário permanecer, vai ser difícil estacionar ao lado de uma bomba nos postos de combustíveis e encontrar lá os preços que achamos hoje. Temos carros flex e biocombustível? Sim, temos. Mas acredito eu ( que não sou especialista em nada ) que essa frota equipada com motores flexíveis que já é considerável estará mais sedenta ainda por álcool e com uma grande demanda pressionando a produção os preços... Mas nesse caso o governo poderia intervir. Ainda na questão dos biocombustíveis, o bloco europeu faz pressão quanto ao uso em larga escala alegando que tal prática põe em risco a oferta de alimentos no mundo, sobretudo às populações mais pobres. Teme-se que terras destinadas ao cultivo de alimentos base na dieta humana ( no Brasil e em países mais pobres que vêem nas lavrouras destinadas à produção de combustível uma fonte de renda para as populações carentes ), possam perder espaço para as culturas destinadas à biocombustíveis como o etanol. Pessoalmente, eu acho absurdo mesmo é usar um cereal como o milho, do qual se faz o etanol nos EUA, que é base na alimentação em muitos países para esta finalidade. Quanto ao GNV, eu torço pra que o Sr. Morales não resolva criar mais problemas ainda com as exportações de gás no que diz respeito a preços e quantidades previstas em contratos. O sinal amarelo ( ou vermelho, como queiram ) já foi acesso. Os países da OPEP dizem que não há mais como aumentar a produção de modo a satisfazer com folga a demanda que cresceu muito, a curto prazo. Que os carros eletricos e também os híbridos ( que usam motores a explosão em conjunto com eletricos ) estão aí e já evoluíram bastante, nós sabemos. O desafio é torná-los, ao menos, tão acessíveis quanto aos modelos de hoje. O hidrogênio é uma boa fonte e limpa por sinal, mas o processo de obtenção e armazenamento infelizmente ainda é caro e ainda tem a questão da autonomia que precisa melhorar. Mas evidentemente, será necessário encontar soluções para estes problemas em pouco tempo. O mundo já deveria ter reduzido sua dependência por hidrocarbonetos há tempos e , como sabemos, os barões e senhores do petróleo, por várias vezes, buscaram barrar o desenvolvimento de tecnologias que realmente representassem algum risco à supremacia do "ouro negro". E não foram poucas as tentativas. Só por exemplo, existia , já nos meados dos anos 80, um motor totalmente movido a óleos vegetais; do simples óleo de soja ao óleo de manona ou algodão, até mesmo óleo já usado numa fritura servia ( foi inclusive testado aqui no Brasil ) - http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=44977 . Esse motor inexplicavelmente sumiu na época. Hoje ele reaparece acompanhado de um nome bastante familiar para nós: Biodiesel. O que eu quis dizer com esse discurso todo é que o meio de transporte alternativo está aí, o investimento em infraestrutura parece que vai mesmo acontecer. Utilizá-lo pode a vir tornar-se mais uma questão de necessidade do que opção. Eu espero que o projeto seja bem elaborado e que nós possamos abraçar a ideia que aliás, é até benéfica para nossa cidade em termos ambientais. Quem mais sofre com essa inevitável pressão nos preços dos combustíveis é a população de menor renda que já há bastante tempo, utiliza em nossa cidade a bicicleta como meio de transporte como alternativa de fazer "render" mais seus salários. Tudo isso sem falar no repasse desses reajustes aos preços dos alimentos que, como praticamente tudo que é produzido neste país, é transportado por rodovias em caminhões. Mas esta é uma outra questão, muito preocupante e grave reconheço, mas que foge um pouco ao objetivo do blog ;). ( o que não quer dizer que não possamos debater a ideia! Comentem! )
Obrigado

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